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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Governo de MT diz que medidas tomadas no início da gestão equilibraram contas

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Medidas administrativas tomadas pela equipe econômica do governo do Estado, desde janeiro do ano passado, impediram que o desequilíbrio das contas públicas estivesse em situação pior do que a atual. Entre as primeiras medidas emergenciais está a que suspendeu por 90 dias os pagamentos de fornecimento de produtos e serviços no Estado. A dívida a pagar estava em R$ 700 milhões, deixada pela administração anterior. Por outro lado, a Conta Única do Estado tinha apenas R$ 84,9 mil.

Outra medida tomada pelo governador Pedro Taques foi a de, por meio de uma reforma administrativa, publicada em maio do ano passado, extinguir 1.057 cargos comissionados e ainda reduzir contratos temporários. Essa reorganização da máquina pública provocou uma economia anual de R$ 140 milhões e esses recursos puderam ser investidos em área prioritárias como saúde, educação e segurança. Apenas com a extinção dos cargos comissionados, o governo conseguiu uma economia de R$ 24 milhões.

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Já a ação de redução de despesas de custeio da máquina pública permitiu, em 2015, a economia de R$ 361 milhões. Esse valor representou uma queda de 26% em relação a 2014. Uma auditoria de monitoramento e controle de óbitos e sobre acúmulo de férias e licença prêmio contribuiu para impedir gastos na ordem de R$ 1,1 milhão.

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Para aumentar a entrada de recursos na máquina pública foi criado o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira). Essa frente de trabalho resgatou efetivamente R$ 435 milhões de dívida ativa em 2015. Outra medida de resgate de recursos foi a criação de um grupo multidisciplinar que analisou se os benefícios fiscais foram concedidos de forma correta, que demonstrou que muitas empresas eram beneficiadas erroneamente.

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Mesmo com todas as medidas de contenção de gastos e aumento de receita, o Governo do Estado ressalta que as contas públicas ainda não estão reequilibradas. A diminuição do repasse do Governo Federal e a queda na arrecadação dos primeiros três meses desse ano impedem que o Governo do Estado pague o Reajuste Geral Anual (RGA) este mês aos servidores públicos. Caso conceda o pagamento inflacionário de 11,27% haverá um impacto de R$ 628 milhões na folha salarial deste ano, valor que atualmente o Governo do Estado não tem condições de arcar.

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