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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Gastos da Defensoria Pública de MT devem ser investigados

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A Defensoria Pública Geral poderá ser investigada pelo Ministério Público do Estado (MPE), Delegacia Fazendária e ainda auditada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre gastos supostamente irregulares que remontam à cifra de até R$ 1.938.337,80. O pedido de checagem das despesas será feito pela ONG Moral, que deve apresentar hoje, em coletiva à imprensa prevista para às 14h, em Cuiabá, documentos que poderão subsidiar os trabalhos. “A primeira análise é de que o dinheiro pode ter sido utilizado para outras finalidades. Podem ser gastos com outras coisas. Precisamos da investigação para saber se os atos seguem normas legais. E mesmo que seja legal, pode ser imoral”, avisou o presidente da entidade, Ademar Adams.

Um dos pontos mais questionados pela ONG se refere à atual situação da Defensoria Pública, com cerca de 15 comarcas no interior que amargam a falta de profissionais. O apanhado de documentos coloca a entidade em posição de alerta já que o Defensor-geral, André Luiz Prieto, sustenta incapacidade financeira para convocar defensores aprovados em concurso público realizado em 2010.

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Reunião realizada na noite de ontem, coordenada por Ademar, entre membros da entidade, definiria os rumos a serem tomados para o andamento geral da ação sobre a Defensoria. Mas de antemão ele destacou a importância de se assegurar um cenário pautado na transparência dos trabalhos.

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Existe questionamento sobre o “real uso” dos veículos e ainda em relação ao combustível. Informações reveladas à entidade destacam que as despesas, faturas e notas fiscais, bem como os procedimentos teriam sido “montados” dentro do gabinete de André Prieto, “sem o trâmite normal” exigido pela legislação, com determinação direta dele ao setor financeiro para quitação dos débitos.

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Outro lado – André Prieto alega não existirem irregularidades. Diz que todos os contratos são legais e acompanhados com tomada de contas do TCE. O defensor-geral afirma ainda que a acusação é infundada e que vai avaliar o caso com mais profundidade para poder se pronunciar de forma mais contundente.

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