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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Gallo fala em escalonamento e mudanças na previdência em MT

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Diante da situação financeira em que o novo governo de Mauro Mendes (DEM) assumiu o Estado, ontem, o escalonamento de salários dos servidores públicos é um problema que pode ser enfrentado já neste mês, quando deve ser pago o salário referente a dezembro. É o que afirma o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, que foi mantido no cargo mesmo com a mudança de gestão.

“Está programado para o dia 10. Óbvio, tendo sobrado o 13º sem pagar, há uma chance real de escalonamento. Isso não se pode descartar, assim como aconteceu em dezembro”, disse aos jornalistas, na cerimônia de posse do secretariado, ontem.

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Apesar disso, Gallo disse que é preciso aguardar os próximos dias, nos quais a equipe econômica irá se reunir, fazer simulações, verificações de caixa e avaliar a expectativa de receita para elaborar um calendário que será pago com prioridade. “Vamos esperar os próximos dias para gente soltar um calendário claro, objetivo e transparente”, disse.

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O secretário destacou que o recurso de R$ 400 milhões do Auxílio Financeiro para Fomento às Exportações (FEX), que deveria ter sido pago no final do ano, não constará nesta projeção. O dinheiro seria usado pelo ex-governador Pedro Taques para quitar o 13º salário dos servidores, além de fazer repasses aos Municípios.

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Além da possibilidade de escalonamento no pagamento da folha, o secretário de Fazenda também citou a necessidade de reestruturar o regime previdenciário dos servidores públicos estaduais.

“Corre-se o risco, se nada for feito hoje, pagando R$ 1,1 bilhão dos impostos dos contribuintes para os aposentados, daqui a 3 anos isso pode chegar a R$ 3 bilhões. É uma trajetória muito preocupante, que nós temos também que jogar às claras com a sociedade, com os servidores públicos para encontrarmos as melhores soluções”.

Segundo ele, a medida se faz necessária porque nos últimos 4 anos, o governo aumentou seu gasto com pessoal em mais de 76%, devido as leis de carreiras que haviam sido aprovadas ainda na gestão de Silval Barbosa e que foram mantidas por Taques.

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