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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Gaeco diz que investigação arquivada não envolve grampo

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) negou que tenha instaurado e depois mandado arquivar qualquer procedimento investigatório ou inquérito para apurar uma rede de escutas telefônicas clandestinas envolvendo uma lista de pelo menos 120 pessoas, entre políticos, juízes, jornalista e empresários de Mato Grosso. Os grampos foram autorizados pelo juiz Jorge Alexandre Ferreira, na época lotado na comarca de Cáceres.

O episódio resultou na exoneração do secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, que é primo do atual governador Pedro Taques (PSDB). Conforme nota divulgada pelo governo do Estado, ontem, Paulo Taques deixa a Casa Civil e voltar a exercer a advocacia para cuidar de alguns processos envolvendo o governador.

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Entre os processos está uma investigação em curso na Procuradoria Geral da República sobre denúncia feita pelo ex-secretário de Segurança Pública do Estado, promotor Mauro Zaque, e seu adjunto, Fábio Galindo, sobre eventual existência de interceptações telefônicas clandestinas no âmbito da Polícia Militar, conforme o próprio governo informou.

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Ainda não se tem detalhes aprofundados sobre o esquema que deve ser exibido em rede nacional neste final de semana, mas pelas informações divulgadas na imprensa até o momento, as investigações envolviam pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico internacional de drogas na região fronteiriça do Brasil com a Bolívia. E o juiz Jorge Alexandre atuava em Cáceres teria autorizado as escutas telefônicas dos números apresentados pela Polícia Militar.

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No rol dos nomes apontados como suspeitos foram inseridos números de celulares de políticos, empresários, jornalista e até assessor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O objetivo seria monitorar os adversários políticos de Pedro Taques no pleito de 2014. Essas pessoas recebiam “codinomes”, semelhantes ao seus verdadeiros nomes. O magistrado autorizou as escutas, mas não teria conhecimento do esquema embutido no pedido.

Agora, em nota divulgada nesta sexta-feira, o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça, Marcos Bulhões diz que as informações apresentadas pelo governador, por meio do Ofício 446/2005, que resultaram no arquivamento do procedimento de investigação, não guardam relação com os fatos que teriam ocorrido na Comarca de Cáceres. O Gaeco não deu mais detalhes sobre o procedimento que foi arquivado.

Na denúncia feita ao Ministério Público, os ex-secretários de Estado Zaque e Galindo informaram que os grampos funcionavam no modelo “barriga de aluguel”, quando telefones de pessoas não relacionadas a uma investigação são inseridos em pedido judicial de quebra de sigilo. A rede de escuta não oficial seria controlada por coronéis da Polícia Militar.

Depois que o Ministério Público do Estado arquivou o procedimento investigatório, o caso foi parar na Procuradoria Geral da República (PGR) e agora o próprio governo confirma que Paulo Taques vai fazer a defesa do governador nessa demanda judicial.

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