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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Fundação irá auxiliar governo de MT na reforma tributária

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Compromisso de campanha do governador Pedro Taques (PDT), o projeto de uma reforma tributária para Mato Grosso vai custar ao Palácio Paiaguás R$ 2 milhões, valor cobrado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para auxiliar as Secretarias de Estado de Fazenda (Sefaz) e de Desenvolvimento Econômico (Sedec) a elaborar a nova legislação.

O convênio neste sentido foi firmado na semana passada e, segundo o titular da Sefaz, Paulo Brustolin, apesar de os trabalhos ainda não terem se iniciado, já existe uma meta de quando devem ser concluídos. O objetivo é que o projeto esteja pronto até o dia 30 de novembro, quando será encaminhado à análise do governador e, após isso, remetido à apreciação da Assembleia Legislativa.

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Ainda conforme Brustolin, a fundação também deve formular uma nova disciplina de trabalho dentro da Sefaz (que desembolsou R$ 1,2 milhão do custo total do convênio) e produzir um relatório acerca do desenvolvimento econômico do Estado que será entregue à Sedec (de onde saíram os R$ 800 mil restantes para inteirar o valor do contrato). “A gente deve deixar o ambiente muito mais leve para que os empresários possam investir aqui no Estado. A Fundação vai nos auxiliar, junto com a sociedade civil organizada, nesse novo marco legal. Especificamente na Secretaria de Fazenda, vamos disciplinar a forma como se trabalha, setor a setor, a legislação tributária. Na Sedec será feita uma análise do desenvolvimento econômico do Estado”, explica Brustolin.

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Na Assembleia Legislativa, onde uma Câmara Setorial Temática também discute com representantes de setores da economia o tema da reforma tributária, a expectativa do deputado estadual Oscar Bezerra (PSB), coordenador deste grupo de trabalho, é que o projeto elaborado em parceria com a FGV seja completamente inovador. “O governo tem essa prerrogativa de contratação. O que a gente imagina é que daí vai sair algo novo, que nunca foi visto antes”, avalia.

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O socialista confirma as afirmações de Brustolin de que há troca de informações entre o governo e o Parlamento quanto ao assunto. Mesmo assim, não descarta a chance de que o trabalho desenvolvido na Câmara resulte na apresentação de emendas ao texto original da reforma. “Nós criamos a Câmara justamente para ouvir os contribuintes, em especial os pequenos. Então, se houver algo que foi debatido entre nós e que não está contemplado no projeto, vamos propor alterações”.

Oscar defende, todavia, que o texto seja aprovado ainda neste ano. Para o deputado, a medida é fundamental para que o governo inicie 2016 com o novo sistema de tributação pronto para que o Estado atinja as metas fiscais que estiverem previstas no orçamento.

Caso a meta de entrega do projeto citada por Brustolin se confirme, entretanto, os deputados terão apenas cerca de 20 dias antes do recesso de fim de ano para analisar toda a reforma e aprová-la. Além disso, a análise da matéria terá que ser feita concomitantemente a da Lei Orçamentária Anual (LOA), geralmente o último projeto aprovado no Parlamento antes do encerramento dos trabalhos de um ano. 

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