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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Ferrovia Trivelatto-Sinop vai impulsionar desenvolvimento da região, avalia prefeito

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O prefeito de Santa Rita do Trivelato (105 quilômentros de Nova Mutum), Egon Hoepers, avaliou que o projeto da ferrovia Trivelatto-Sinop, com 250 km, fortalecerá o desenvolvimento do município e da região com o transporte de grãos, produtos industrializados, granéis líquidos e fertilizantes. “Nós estamos lutando para segurar um porto aqui, mesmo que pequeno. Se tiver um porto aqui o impacto é muito positivo, agora se só passar não vai ser grande coisa”, disse ao Só Notícias.

O contrato foi assinado semana passada, pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a empresa Rumo, detentora da concessão. Esse ramal deve ser ligado ao futuro ramal da Ferrogrão, ferrovia Sinop a Mirititub, Pará, onde está o porto, com extensão aproximada de 900 km, agilizando o escoamento da safra agrícola para o exterior e a importação de insumos e outros.

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O investimento previsto na linha Trivelatto-Sinop é de R$ 3,8 bilhões. A construção deve movimentar a geração de empregos da região, já que a demanda por mão de obra está estimada em mais de 26 mil contratações diretas e indiretas. No entanto, Egon afirma que não foi estimado prazo para início das obras. “Data a gente não tem, vai depender muito da licença ambiental, hoje o nosso maior gargalo é isso”, então “tudo vai depender da parte de licenciamento, é mais difícil fazer papel do que a própria construção, nosso país é burocrático demais”, enfatizou.

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Segundo Hoepers, estão sendo feitas análises das áreas para determinar onde a rodovia vai passar. “Aqui na região por exemplo, já estão trabalhando para fazer os traçados, para definir onde será, então eles fazem diversos estudos para isso”, informou.

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Ele destaca que há relevância e espaço para os dois modais de transportes atuarem na região, tanto o rodoviário, quanto o ferroviário. “Numa estrada de ferro, o poder de escoamento, se quiser escoar todo o material da região teria possibilidade, só por mais vagões, é diferente de quando são caminhões. A estrada de ferro vai ajudar sim, mas não vai fazer nunca toda a logística”, considerou.

Atualmente, a produção de Santa Rita do Tivelato é levada a Rondonópolis (até terminal da Ferronorte) passa por Nova Mutum e Cuiabá até chegar no destino final, distância de 605 km. Com a MT-140, o trajeto reduziu para 417 km, um verdadeiro avanço conforme o prefeito. “Nós ganhamos de 180 a 190 km com economia de distância, para nós já vai melhorar muito e vindo a estrada de ferro será melhor ainda”, completou.

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