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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Fagundes defende PEC e diz que governo gasta “muito mal” dinheiro do contribuinte

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“Com 20 mil obras inacabadas, está claro que o problema do Brasil, para execução de projetos e programas de interesse da população, não é exclusivamente a falta de recursos. Mesmo em meio à crise fiscal instalada, a questão é que o governo há muito tempo vem gastando mais do que arrecada. E o que é pior: não é só o gasto, mas a forma de gastar, que está errada”. A opinião é do senador mato-grossense Wellington Fagundes (PR), ao se posicionar sobre a Proposta de Emenda Constitucional 241 – que estipula teto para gastos públicos.

Para o senador, a Emenda Constitucional – aprovada pela Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado – tem como objetivo primordial “qualificar os gastos públicos”, de forma a fazer com que os recursos do contribuinte possam ser convertidos em melhor prestação de serviços para a comunidade. Até para que não falte os recursos para os programas sociais, sobretudo para saúde e educação. “Continuar na gastança significa amanhã não ter sequer dinheiro para a gasolina da ambulância”.

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Relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que orienta as prioridades a serem estabelecidas no Orçamento Geral da União de 2017, Fagundes observou que o substitutivo integral que apresentou à mensagem do governo assegura, por exemplo, acréscimo de R$ 11 bilhões de investimentos em saúde, graças ao dispositivo que corrige pelo IPCA os valores aplicados no setor em 2016. A mesma regra vale também para os investimentos em educação. “Tivemos a preocupação de preservar essas duas áreas”.

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Na defesa da qualificação dos gastos, Wellington fez questão de destacar, no entanto, que “nem sempre ter mais dinheiro representa uma melhoria de vida para a população”. Citou como exemplo cidades do Rio de Janeiro que tiveram oportunidade de receber grandes somas de recursos por causa dos royalties da extração de petróleo e ainda assim não registraram avanços. Da mesma forma, lembrou a situação da Venezuela, que exportou milhões em petróleo, e hoje vive situação de miséria.

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O republicano fez questão de destacar que a contenção de gastos prevista pela PEC atinge os três poderes – Executivo, Legislativo e o Judiciário. Ele considera que o enquadramento de todos seja fundamental para se alcançar os efeitos previstos na proposta.  Wellington também esclareceu, como exemplo, que o custo da Justiça brasileira é considerado maior que o de muitos países desenvolvidos, mas, ainda assim, faltam juízes para julgar as causas com celeridade.

O senador do PR de Mato Grosso também lembrou que é comum os poderes legislativos devolverem recursos ao Executivo porque não tem onde gastar. “É comum se ver nas câmaras de vereadores e nas assembleias legislativas os legisladores colocando em suas plataformas de campanha que vão economizar para devolver”.

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