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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Ex-prefeito interino de VG nega envolvimento em fraude previdenciária

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O prefeito interino de Várzea Grande pelo período de dois meses no final de 2012, atual vereador Maninho de Barros (PSD), que presidia a câmara e assumiu o mandato após a saída do ex-prefeito Tião da Zaeli (PSD), negou envolvimento com a quadrilha desmantelada pela Operação Miqueias, mas confirmou estudo para mudança do fundo previdenciário dos servidores, Previvag. Atual presidente da autarquia, Jason Baracat, também confirmou a possível mudança que não se efetuou, mas não soube informar para qual fundo.

Conforme Maninho de Barros, a mudança não seria para um fundo, e sim para o banco Bradesco, que é consolidado. A Polícia Federal divulgou novas gravações envolvendo a modelo Luciane Hoepers, que era utilizada como "isca" para seduzir políticos e fechar as fraudes nas previdências, que consistia em aplicação em fundos podres, que eram recentes e possuíam poucos cotistas.

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Na gravação, Luciane Hoepers afirma que "quase finalizou o negócio com o prefeito de Várzea Grande", e foi orientada a "ganhar confiança e fazer amizade, sem se desviar do foco". A modelo é acusada de participar da organização do doleiro Fayed Antonie Traboulsi.

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Jason Baracat informou que houve debate ao final de 2012, sobre possíveis mudanças no Previvag. "Oficialmente não fomos comunicados pela Polícia Federal, houve o debate da situação financeira de possível mudança do fundo ao final do mandato, mas que não chegou a ser realizada, sendo que foi barrado pelo quadro administrativo e pelo Conselho do Previvag, que foram contra a mudança na aplicação", explicou.

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Contudo, Baracat ressalta que não obteve as informações mais a fundo, mas afirma que seria feita uma movimentação bancária para alterar a aplicação, o que não ocorreu. "Houve esta discussão no fim do ano, mas como acharam que não era um bom negócio, foi recusado", justificou.

Já Maninho de Barros pondera que a alteração financeira do Previvag seria feita do Banco do Brasil para o Bradesco, e não para outro fundo de aplicação. "Não tratei nada com ninguém sobre fundo algum, nem sei quem são as pessoas envolvidas. Mas a mudança de aplicação seria para o Bradesco que é um banco sólido, inclusive, a pessoa responsável pela mudança já trabalhou no Banco do Brasil e tinha nos orientado a não aplicar em fundos e sim nos bancos", informou.

O vereador prossegue em sua explicação e argumenta que foi realizado um estudo sobre a viabilidade da mudança, mas que o então secretário de Receitas, Eder Moraes, acrescentou que o tempo seria exíguo para mudanças no fundo, afinal, a gestão de Maninho de Barros durou apenas dois meses.

"A mudança deveria ser feita no começo da gestão, porque com o banco não tinha risco algum, mas não teríamos como mexer, realizar a alteração em 60 dias, porque requer tempo, levamos ao Conselho sobre a mudança na aplicação, que seria melhor, mas não havia tempo", concluiu.

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