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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Ex-mulher de delator irá depor na Justiça em favor de Eder Moraes

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A colunista social Karina Nogueira, ex-mulher do empresário Júnior Mendonça, delator da Operação Ararath, irá depor ao juiz federal Jeferson Schneider, na tarde desta quinta-feira (6), em favor do ex-secretário de Estado Eder Moraes. Na ação penal, proposta em outubro do ano passado, o MPF acusa Eder Moraes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e ocultação de bens.

Também será ouvido na audiência o empresário José Geraldo de Sabóia Campos, dono da empresa Sabóia Campos Engenharia Ltda, que foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), junto com Éder Moraes.

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No entanto, ele fez acordo de “delação premiada” e teve a denúncia contra si extinta, em troca de colaborar com as investigações. Além deles, a previsão é de que outras testemunhas deverão depor.

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A audiência está marcada para iniciar às 13h30, na sede da Justiça Federal, em Cuiabá.

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Os depoimentos de Karina Nogueira chegaram a ser utilizados como base para a deflagração da Operação Ararath.

Ela revelou à Polícia Federal as atividades financeiras, supostamente ilegais, realizadas pelo ex-marido Júnior Mendonça, por meio das empresas Comercial Amazônia de Petróleo e Global Factoring.

Após Júnior Mendonça realizar a delação premiada, ela reiterou na imprensa que seu ex-marido "não disse tudo o que sabia"

Absolvição negada – nessa ação, Éder Moraes chegou a pedir que fosse absolvido sumariamente, no início deste ano, mas teve a solicitação negada pelo juiz Jefferson Schneider.

O magistrado entendeu que a situação do ex-secretário não se enquadrava em nenhuma das circunstâncias que permitiriam a absolvição sumária, como a extinção da punibilidade e a existência de algum fator que poderia excluir a culpa dele nos fatos denunciados.

Alvo da Ararath – Eder Moraes, nas diversas ações propostas pelo MPF, é acusado de ter cometido os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva e falsidade ideológica.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo do qual Éder era um dos principais articuladores movimentou, desde 2006, mais de R$ 500 milhões.

Segundo as investigações, o grupo investigado utilizava-se de empresas de factoring (fomento mercantil) como fachada para concessão de empréstimos a juros a diversas pessoas físicas e jurídicas no Estado.

O dinheiro teria sido utilizado para viabilizar campanhas políticas e atender a interesses de pessoas do alto escalão do Estado, que estão sendo investigadas no âmbito do STF.

O ex-secretário também foi alvo de diversas ações, na esfera cível, propostas pelo Ministério Público Estadual (MPE), no final do ano passado, com outros políticos, como o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo.

Nessas ações, o MPE pede que Éder Moraes seja condenado por improbidade administrativa e que, com os demais denunciados, seja punido com a devolução dos valores milionários supostamente desviados dos cofres públicos.

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