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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Ex-aliado de Riva volta a trabalhar na Assembleia

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A juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, autorizou que o ex-chefe de gabinete de José Riva, Geraldo Lauro, volte a trabalhar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, onde ele é servidor efetivo e lotado no gabinete do deputado estadual Gilmar Fabris (PSD). A magistrada também acatou pedido da defesa e determinou a retirada da tornozeleira eletrônica que fiscaliza todos os passos de Lauro. O Ministério Público Estadual (MPE) deu parecer favorável.

Também foi solicitada pela defesa uma autorização para que o réu possa ir na igreja aos domingos. Alvo das Operações Metástase e Célula Mãe deflagradas em 23 de setembro e 13 de outubro de 2015, respectivamente, Geraldo Lauro continua recebendo o salário normalmente. Ele foi preso em outubro e só ganhou liberdade no dia 14 deste mês, por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A situação de Geraldo Lauro é bem parecida com a de Maria Helena Ribeiro Ayres Caramelo, também ex-chefe de gabinete de Riva e que foi presa na Operação Célula Mãe. Lotados o gabinete do deputado Gilmar Fabris (PSD), ambos são alvos de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que está em curso na Assembleia Legislativa. Caramelo ganhou liberdade no dia 7 de março quando a juíza Renata do Carmo Evaristo revogou a prisão preventiva que estava em vigor desde outubro de 2015 livrando Maria Caramelo de usar tornozeleira.

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Eles são apontados, ao lado de Riva, como chefes do esquema de corrupção na Assembleia Legislativa investigado pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). A ação penal contra eles continua em tramitação na 7ª Vara Criminal de Cuiabá e teve audiência de instrução realizada nesta quarta-feira (27). Foi durante a audiência que a magistrada aceitou que ele volte a trabalhar e que a tornozeleira seja retirada.

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