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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Esquema de corrupção na secretaria de Educação tinha quatro núcleos

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Ao apresentar a terceira denúncia relativa às investigações da operação Rêmora, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) afirma que o esquema de fraudes no âmbito da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) era composto por quatro núcleos. A liderança, conforme a acusação, era formada pelo empresário Alan Malouf e pelo ex-secretário Permínio Pinto, além de outros agentes não identificados.

As informações foram descobertas com o avanço das investigações e Alan foi alvo da nova fase da Rêmora, denominada Grão Vizir. Nesta etapa, Alan foi denunciado juntamente com o engenheiro Edézio Ferreira da Silva, apontado pelo delator, o empresário Giovani Guizardi, como auxiliar nas tarefas administrativas no esquema. Foi ele, por exemplo, quem alugou uma sala comercial, usada por Guizardi para se reunir com os demais integrantes do esquema e com os empresários que tinham que pagar 5% dos valores recebidos pelos serviços prestados a título de propina. Ouvido pelo Gaeco, Alan admitiu ter recebido cerca de R$ 260 mil, dinheiro recolhido por Guizardi dos empresários.

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O segundo núcleo do esquema seria formado pelos agentes públicos, Juliano Jorge Haddad, Fábio Frigeri, Wander Luiz dos Reis e Moisés Dias da Silva. Todos já foram denunciados pelo Gaeco em fases anteriores da investigação. No terceiro núcleo, o de operações, estariam Guizardi, Luiz Fernando da Costa Rondon e Leonardo Guimarães Rodrigues, todos empresários, a exemplo dos membros do quarto núcleo, formado pelos empreiteiros que pagavam a propina.

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Os delegados e promotores do Gaeco também afirmaram que Permínio, atualmente em prisão domiciliar, concedida na última segunda-feira, teria de forma deliberada ocultado a participação de Alan em todo o esquema. Conforme a denúncia, o ex-secretário, “por seu turno, ocultava a figura de Alan Malouf, de modo que os dois últimos remanesciam nas sombras, este em maior grau de obscuridade que aquele, comandando e agindo por pessoas interpostas que se encontravam nas demais camadas”.

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Na última semana, em juízo, o ex-secretário confirmou a existência do esquema e disse que cometeu o erro de ter permitido que a prática de cobrança de propina, que teria sido instalada por meio de Guizardi, ocorresse enquanto ele era titular da Seduc.

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