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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Dossiê: integrante de CPI reclama de demora para revelar contas bancárias

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O sub-relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) dos Sanguessugas, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), acha que as contas bancárias de onde saiu o dinheiro que seria supostamente usado para comprar o dossiê contra tucanos, entre eles o candidato ao governo de São Paulo José Serra, já deveriam ter sido reveladas.

Sampaio afirmou há pouco que a comissão vai encaminhar hoje (22) um ofício pedindo que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) forneça esta informação o mais rápido possível.

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O integrante da CPMI reclama do fato de as contas também não terem sido informadas para a Polícia Federal. “O Coaf já podia ter dado essa informação há muito tempo. E a PF, caso se empenhe mais, pode conseguir”.

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Sampaio disse esperar que até segunda-feira o Coaf envie os dados bancários para a PF. Até agora, a Polícia Federal diz saber apenas os bancos envolvidos (Bradesco, Safra e Boston) e duas agências, nas cidades de Campo Grande (MS) e Caxias (RJ).

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Questionado se o Coaf está retardando a investigação, o sub-relator respondeu: “Eu não disse que o governo não está ajudando, mas o Coaf é ligado ao Ministério da Fazenda”.

Sobre o conteúdo do dossiê, Sampaio afirma que a CPMI obteve todos os depoimentos para análise, mas que a PF é que tem condições de avaliar o conteúdo. “Pelo que se tem até agora, esse dossiê valeria R$ 10”. O valor apreendido pela PF, que seria supostamente utilizado para comprar o documento, é R$ 1,7 milhão.

A respeito da declaração do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para quem o caso está “praticamente esclarecido”, o deputado rebateu: “Não sabemos a origem do dinheiro, a motivação nem quais versões são verdadeiras. Então, não temos nada concluído, temos uma série de perguntas”.

Carlos Sampaio e Fernando Gabeira (PV-RJ) estiveram na Polícia Federal, em Brasília, para buscar cópias do inquérito sobre a negociação do dossiê.

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