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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Dilma diz que manteve no Brasil empregos na indústria naval

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A candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, disse hoje (18) que a política industrial de conteúdo local foi responsável por “ressuscitar” a indústria naval brasileira. Segundo Dilma, durante os governos do PT, o número de empregados no setor saltou de 7 mil para 81 mil trabalhadores.

“A base da política é produzir aqui o que deve e pode ser produzido no Brasil com preço, prazo e qualidade. Isso significou um grande ganho para o país. Nós passamos de 7 mil trabalhadores para 81 mil e caminhamos para 100 mil no ano que vem”, disse a candidata.

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A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas e em resposta a afirmação feita pelo candidato do PSDB, Aécio Neves, no Rio Grande do Sul, de que manteria os investimentos nos polos navais.

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Segundo a candidata, a afirmação não condiz com o que está escrito no plano de governo do tucano que fala em redefinir os investimentos na política de conteúdo local. “Como é possível alguém manter o polo naval sendo contra a política industrial que deu origem a esse polo”, questionou a candidata que considerou a afirmação do tucano incoerente.

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Segundo Dilma, a política, adotada desde 2003, e vinculada ao setor de petróleo e gás, por meio de investimentos da Petrobras, fez ressurgir os polos navais dos estados do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, da Bahia e de Pernambuco. Foram reativados 11 estaleiros e quatro estão em construção.

Antes da política, de acordo com a candidata, a produção de navios, plataformas e sondas era feita no exterior. Ela disse que, com o ressurgimento da indústria naval, foram construídas 38 plataformas de produção, 28 sondas de perfuração, 88 navios petroleiros e de transporte e 146 arcos de apoio. “Era isso que era desviado para Cingapura, Coreia [do Sul] e para o Japão antes. Nós interrompemos essa transferência de empregos para o resto do mundo”, concluiu.

Sobre as denúncias de desvio de recursos públicos na Petrobras, que vieram à tona após a prisão de um ex-diretor da empresa, Dilma disse que houve desvio de dinheiro e que tomará "todas as medidas para ressarcir tudo e todos". "Agora ninguém sabe hoje ainda o que deve ser ressarcido. A chamada delação premiada, onde tem todos os dados mais importantes, não foi entregue a nós. Eu até pedi, como vocês sabem. Pedi tanto para o Ministério Público quanto para o ministro do Supremo [Tribunal Federal]. Ambos disseram que ainda estava sob sigilo. Agora ressarcir, eu farei todo o meu possível para ressarcir o país. Se houve desvio de dinheiro publico, nós queremos ele de volta. Se houve [desvio], não. Houve, viu", afirmou Dilma.

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