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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Deputados ainda podem apresentar emendas ao orçamento estadual de 2016

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O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, deputado José Domingos Fraga (PSD), afirmou que os deputados têm até o dia 12 deste mês para apresentar emendas à Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano e que o prazo para a votação da redação final é o dia 3 de dezembro. A LOA prevê, entre receita e despesa, um orçamento de R$ 16,5 bilhões.

“A apresentação de emendas à peça original vai até o dia 12, e a votação em redação final está prevista para o dia 2 de dezembro. A Comissão de Fiscalização não abre mão daquela data. As emendas poderão ser acolhidas, mas serão rejeitadas por terem sido entregues fora do prazo”, destacou o Zé Domingos, que também é relator da LOA 2016.

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Na primeira audiência realizada no último dia 22 do mês passado, o secretário de Estado de Planejamento, Marco Marrafon, expôs os números gerais da LOA-2016 aos parlamentares. No debate de hoje (3), ele falou como os recursos foram distribuídos dentro dos cinco eixos de governo.

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Em um dos cinco eixos, por exemplo, Viver Bem, Marrafon afirmou que o governo vai aplicar na atividade finalística o montante de R$ 1,063 bilhão. Parte desse valor – R$ 21,520 milhões, será investida em diversos programas, como no fortalecimento do esporte e lazer.  Para otimizar os trabalhos no setor de tecnologia de informação, no programa Estado Parceiro e Empreendedor, o investimento com o governo digital será de R$ 36,820 milhões.

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Em 2016, o dispêndio com o pagamento da dívida interna soma a casa dos R$ 637,048 milhões. Já a dívida interna vai consumir um montante de R$ 122,669 milhões. Marrafon afirmou aos parlamentares que o governo está trabalhando para que o total dessa divida seja reduzido em até 60%. Nas três principais pastas, o governo prevê um crescimento do orçamento de 44% para segurança, de 22% à educação e de 19% à saúde.

“A principal medida que o governo está adotando para aumentar os recursos para investimentos é a diminuição do custeio da máquina. O Estado é uma entidade que capta recurso da iniciativa privada e dos trabalhadores, eles pagam seus impostos e o governo tem que devolvê-lo na forma de serviços ao cidadão. Quanto menor a máquina pública, mais facilidade se tem para investir”, explicou Marrafon.

Este ano, por exemplo, a meta estabelecida para redução da máquina pública era de 20% do custeio, mas segundo Marrafon, o estado atingiu o número de 22%. “Isso demonstra que o governo estadual conseguiu economizar R$ 200 milhões. Esse valor será direcionado a novos investimentos”, afirmou o secretário.

Para 2016, de acordo com Marrafon, o governo está trabalhando mais na expansão da receita. “A meta é ousada, o governo já trabalha com o corte de 30% dos incentivos fiscais e com a proposta de realizar a reforma tributária”.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Wilson Santos (PSDB), afirmou que os modelos vigentes de arrecadação e de prestação de serviços para o cidadão são de péssimas qualidades. Para Santos, é inadmissível que o estado gaste 95% do que arrecada com a folha de pagamento e com o custeio.

A previsão de arrecadação é de R$ 16,5 bilhões. Esse valor é 21% superior ao de 2015. Do total, R$ 11.868.951.602,74 referem-se ao orçamento fiscal e R$ 4.684.541.214,07 ao orçamento da seguridade social. É na LOA que se viabilizam as ações planejadas no Plano Plurianual (PPA-2016/2019) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO/2016.  

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