Deputado confirma que houve recomendação para não criar CPI
O deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) confirmou a recomendação por parte de seu partido para que os parlamentares republicanos não assinassem o requerimento pedindo a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em Mato Grosso. No entanto, ele refutou as informações de que a medida seria para travar uma possível investigação ao ex-governador e atual senador, Blairo Maggi (PR).
Apesar desta recomendação, o primeiro secretário da Assembleia, Sérgio Ricardo (PR), não seguiu a orientação da legenda e foi uma das nove assinaturas da criação da comissão. O Partido da República tem seis parlamentares no parlamento estadual. “Houve esta recomendação sim em uma reunião no partido. A intenção era conversar antes com o secretário [Alexander] Maia [da Secretaria de Estado de Meio Ambiente] e discutir este assunto antes de criar uma CPI. Nunca fomos contra a criação da CPI na Assembleia”, disse Pinheiro, em entrevista a CBN Cuiabá.
Conforme Só Notícias já informou, ontem, o presidente da AL, José Riva (PP), anunciou a abertura da comissão que irá investigar a concessão de licenças para instalação das PCHs no Estado. Riva afirmou que apenas 12 usinas hidrelétricas em Mato Grosso tiveram processo encaminhado à Assembleia. “De um total de mais de 120 usinas, apenas 12 passaram pela Assembleia, contrariando o artigo 279 da Constituição do Estado. Era preciso que os processos para concessão de usinas fossem enviados para análise da Comissão de Meio Ambiente e aprovação em Plenário”, declarou, durante a sessão ordinária de ontem à noite.

A CPI será integrada por dez membros, entre titulares e suplentes. Os titulares são Sérgio Ricardo (PR), Walter Rabello (PP), Baiano Filho (PMDB), Dilmar Dal Bosco (DEM) e Percival Muniz (PPS). Enquanto os suplentes serão Sebastião Rezende (PR), Airton Português (PP), Nilson Santos (PMDB), Luiz Marinho (PTB) e Ademir Brunetto (PT). Os membros da comissão devem se reunir ainda esta semana para definir quem ocupará os postos de presidente e relator.







