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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Deputado classifica de "absurdo e injustiça" Cuiabá não ter campus da Unemat

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O deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) criticou o governo por ainda não ter instalado campus da Universidade Estadual de Mato Grosso em Cuiabá. Ele citou que a baixada cuiabana tem aproximadamente um milhão e meio de habitantes e ainda não foi contemplada com uma instituição de ensino superior público, diferente do que ocorre nos municípios de Alta Floresta, Alto Graças, Barra do Garças, Cáceres, Colider, Juara, Luciara, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Sinop e Tangara da Serra que possuem população muito inferior a de Cuiabá, mas já contam com campus da Unemat.

"É uma injustiça com a capital, cidade pioneira, desbravadora, palco das decisões políticas, administrativas do Estado e berço cultural de Mato Grosso. Cuiabá tem mais de 30% da população do Estado. Estão reunidos aqui cerca de 600 mil eleitores, aproximadamente 60 mil jovens matriculados em 2010 no Ensino Médio", aponta Pinheiro.

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O deputado ainda lembra que a capital é ideal para sediar uma universidade pública estadual, pois atenderá os municípios da baixada que possui uma demanda de quase 20 mil alunos (por ano) oriundos de colégios públicos matriculados no ensino médio que pleiteiam uma vaga no ensino superior.

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Segundo Emanuel Pinheiro, as faculdades particulares, apesar de serem de boa qualidade, tem custo alto, e a maioria dos alunos que saem da rede pública não tem condições financeiras para pagar. "Dos alunos matriculados na rede particular, apenas 30% conseguem concluir o curso", destacou o republicano.

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Emanuel salientou também que milhares de estudantes brasileiros, por falta de oportunidade ou por não terem condições financeiras, buscam nas faculdades de países vizinhos a realização de um sonho: virar médico. "Eles sofrem com a distância das famílias, com a falta de dinheiro e de conforto. Quando voltam ao Brasil, formados, ainda têm que enfrentar mais um drama que é o de regularização da profissão", ressaltou.

"A capital mato-grossense já passou do tempo de ter uma universidade pública, até por ser a cidade mais importante, uma das regiões que mais crescem no Estado e tem a maior demanda. A cidade é uma das que mais se desenvolve socioeconomicamente, e precisamos oferecer mais cursos e diferentes qualificações para os estudantes da baixada", defendeu o parlamentar.

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