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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Delator diz que empresas bancaram R$ 1,7 milhão apreendidos com ex-tesoureiro do PT de MT

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O esquema de pagamento de propinas orquestrado entre as empresas Odebrecht e Itaipava seria a responsável por dar R$ 1,7 milhão para a compra de um dossiê contra José Serra (PSDB), então candidato ao governo de São Paulo em 2006. Na oportunidade foram presos o ex-tesoureiro do PT de Mato Grosso, Valdebran Padilha, e Gedimar Passos. Ambos saíram de Mato Grosso com o montante e acabaram presos pela Polícia Federal em São Paulo.

O episódio ficou conhecido como o “escândalo dos aloprados” – uma referência ao termo utilizado pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra os correligionários que pretendiam comprar este dossiê com o objetivo de minar a candidatura de Serra do governo. A prisão ocorreu a duas semanas do primeiro turno das eleições daquele ano e, até então, a origem do dinheiro era desconhecida.

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De acordo com reportagem do jornal Estadão, no entanto, o ex-executivo da Odebrecht e delator na operação Lava Jato, Luiz Eduardo Soares, confirmou que este dinheiro que foi apreendido foi dado pelas duas empresas para a compra deste dossiê.

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“Como nós tínhamos essa operação que já tinha começado, de troca de reais por dólar, eles estavam com medo, porque descobriram que uma parte desse dinheiro estava com o timbre da Leyroz de Caxias [distribuidora da Itaipava]. Mostrava que isso era da cervejaria Itaipava”, disse Soares.

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O delator lembra que as investigações avançaram, mas não chegaram à Itaipava. “Aí a coisa morreu, arrefeceu, e ninguém nunca soube de onde era o dinheiro. Eles pediram esse dinheiro e usaram esse dinheiro”.

O dossiê supostamente continha informações que ligavam Serra, ex-ministro da Saúde, no escândalo da máfia dos sanguessugas (compra de ambulâncias superfaturadas). O documento, que se revelaria falso posteriormente, seria vendido pelos empresários Darci Vedoin e seu filho, Luiz Antônio Vedoin, donos da empresa Planam e pivôs do escândalo.

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