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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Delator da Lava Jato e presidente da CCJ da Câmara são denunciados ao Supremo

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou hoje (4) ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, um dos delatores do esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. Pessoa foi denunciado junto com o senador Benedito Lira (PP-AL) e seu filho, o deputado federal e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Arthur de Lira (PP-AL). Eles vão responder pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com a denúncia, Pessoa pagou “de modo livre, consciente e voluntário” propina para o senador e o deputado com objetivo de manter a UTC Engenharia no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que existia na diretoria de Abastecimento da Petrobras, que foi comandada por Paulo Roberto Costa, indicado do PP para a diretoria.

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Segundo o procurador, os parlamentares receberam R$ 1 milhão, cada um, de Ricardo Pessoa. “Benedito de Lira e Arthur de Lira auferiram vantagens indevidas de praticamente todas as formas observadas no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado à Petrobras desvendado pela chamada Operação Lava Jato. Em várias das situações, verifica-se o envolvimento de Ricardo Ribeiro Pessoa, proprietário da UTC Engenharia, uma das empresas integrantes do cartel de empreiteiras que atuava em detrimento da sociedade de economia mista [Petrobras]”, diz Janot.

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Além da condenação, a procuradoria pede que os investigados devolvam R$ 2,6 milhões e paguem multa no valor de R$ 5,2 milhões, referente à indenização pelo dinheiro desviado. Janot também pediu que o STF decrete a perda da função pública dos parlametares. Conforme pedido da Procuradoria-Geral da República, a pena de Pessoa deverá considerar o tempo máximo acordado no acordo de delação premiada.

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Em nota, o senador Benedito de Lira afirmou que nunca teve envolvimento com “malfeitos” e que aguarda serenamente a decisão do tribunal. "O senador Benedito de Lira tem consciência de que doação de campanha não é crime, pois sempre esteve prevista na legislação eleitoral”, diz a nota.

O advogado Pierpaolo Bottini informou que Arthur de Lira não foi notificado sobre  a denúncia, mas considerou as acusações equivocadas.

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