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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Delação de Alan Malouf gerou 20 novos inquéritos em Mato Grosso

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Documentos apresentados pela defesa de Alan Malouf contradizem o parecer do procurador de Justiça, Mauro Viveiros, que se manifestou contra o pedido de perdão judicial do empresário em uma ação penal oriunda da Operação Rêmora, que revelou esquema de corrupção na Secretaria de Estado de Educação durante o governo Pedro Taques (PSDB) para pagar dívidas de campanha.

Documentos protocolados na apelação ao Tribunal de Justiça (TJMT), contra decisão da 7ª Vara Criminal, que o condenou a 11 anos de prisão pelo envolvimento na organização criminosa, apontam que a colaboração do empresário contribuiu para as investigações em andamento, além de ter aberto 20 novos inquéritos, no Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), e na própria Justiça Estadual de primeiro grau. A informação consta no pedido da procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge. Alan Malouf também vem sendo intimado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MP) para prestar depoimentos.

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Viveiros alega em seu parecer que os fatos narrados na delação não trazem luz às investigações e não têm o MPE como parceiro. Também relata que a confissão não possui relações com os fatos que geraram a condenação. “E de qualquer modo, examinando o conteúdo daquele acordo não se identifica qualquer relação com os fatos apurados na sentença apelada”, pontua Viveiros.

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Porém, a defesa rebate o procurador afirmando que o acordo foi firmado junto ao Ministério Público Federal (MPF), “justamente por existirem fatos que fugiam da atribuição do Ministério Público Estadual, e homologado pelo Supremo Tribunal Federal”, como por exemplo o suposto envolvimento do ex-governador Pedro Taques e do ex-deputado federal Nilson Leitão, ambos do PSDB “Não procede a informação de que o Ministério Público Estadual tenha ficado alheio ao acordo, porquanto os promotores quem compunham o Gaeco/ MT sabiam das tratativas, inclusive, receberam e remeteram documentos à Procuradoria Geral da República”, complementa a defesa.

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No dia 14 de dezembro de 2016, o então coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Marco Aurélio de Castro, encaminhou à PGR parte dos depoimentos do empresário por citação a pessoas com foro privilegiado.

O procurador ainda disse em manifestação que Alan Malouf usou de sua liderança no esquema até o último segundo e só decidiu confessar os crimes após condenação. No entanto, documentos apontam que as tratativas de delação iniciaram antes no dia 5 de dezembro de 2016, no mesmo de sua prisão e remetidos ao Procurador Geral da República 9 dias depois pelo promotor Marco Aurélio de Castro.

“O Ministério Público é um órgão essencial à administração da Justiça, uno e indivisível, mas permite a seus membros a sua Independência funcional, razão pela qual, entendemos que o parecer expressa o posicionamento singular do Procurador de Justiça que o subscreve, mas não da instituição Ministério Público”, afirma a defesa de Alan Malouf.

 

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