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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Defesa de Silval quer afastar juíza de processo da Operação Sodoma

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A defesa do ex-governador Sival Barbosa (PMDB) ingressou com um recurso de exceção de suspeição contra a juíza Selma Rosane Santos Arruda, titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá para tentar afastar a magistrada da ação penal fruto da Operação Sodoma. O alvo da investigação foi esquema de cobrança de propina e extorsão contra empresários beneficiados por incentivos fiscais. A denúncia contra Silval já foi recebida por Selma Rosane.

Os advogados do ex-governador alegam que a magistrada teria interrogado João Batista, Frederico Muller e Filinto Muller em juízo (colaboradores) de maneira irregular, “em típico ato inquisitorial, eis que realizando longe da defesa e dos acusados”. Os atos, segundo a defesa de Silval antecederam as homologações das colaborações.

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O recurso foi distribuído no dia 26 de janeiro e tramita na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) sob relatoria do desembargador Alberto Ferreira de Souza. Ainda não há decisão no caso.

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Silval foi preso na Operação Sodoma no dia 17 de setembro de 2015 sob acusação de chefiar um esquema de cobrança de propina e extorsão de empresários beneficiados por incentivos fiscais do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic). Depois foi denunciado pelo Ministério Público e juntamente com outras 5 pessoas virou réu sob acusação de lavagem de dinheiro, associação criminosa e concussão, que é o desvio de dinheiro público valendo-se do cargo ocupado.

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O empresário João Batista Rosa, presidente do Grupo Tractor Parts e então presidente da CDL Cuiabá firmou acordo de delação premiada e confirmou que pagou propina de R$ 2,5 milhões ao grupo que era, segundo ele, chefiado por Silval Barbosa, mas tendo o ex-secretário chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, à frente das cobranças e até "intimidações" para que ele continuasse efetuando as parcelas da propina.

Na ação que a defesa de Silval tenta afastar Selma Rosane, também são réus: Pedro Nadaf, o ex-secretário de Fazenda, Marcel Souza de Cursi, o ex-procurador do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Cézar Corrêa de Araújo e a ex-assessora de Nadaf, Karla Cecília de Oliveira Cintra.

Quanto a Frederico Coutinho Müller e Filinto Müller que a defesa alega que foram interrogados sem a presença de seus advogados, eles não são réus na ação, mas sim testemunhas no processo comuns às defesas de Silval e Francisco.

João Rosa também não foi denunciado, pois o Ministério Publico Estadual entendeu que ele foi “uma vítima” no esquema criminoso. O entendimento foi compartilhado pela juíza Selma Rosane que depois invalidou sua própria decisão que tinha homologado a delação premiada do empresário.

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