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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Curvo nega intimidação a delegado e cita ‘afronta’ à lei

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Após a acusação de que teria tentado intimidar o delegado de polícia Flávio Stringueta por meio de um ofício, o procurador-geral de Justiça Mauro Curvo se manifestou por meio de nota afirmou que realmente enviou o documento à autoridade policial para alertá-lo de que se fizesse alguma investigação relacionada a membros do Ministério Público estaria incorrendo em crime de usurpação de função e improbidade administrativa.

Isso teria ocorrido imediatamente após tomar conhecimento de que o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Orlando Perri havia nomeado Flávio Stringueta como “delegado especial” para apurar supostas condutas criminosas imputadas pela Ordem dos Advogado do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) a promotores, em notícia-crime protocolada logo após vir a tona o escândalo dos grampos.

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Conforme o procurador-geral de Justiça, a nomeação de um delegado para investigar promotores seria uma “total afronta ao ordenamento jurídico, uma vez que, tal investigação é, por lei, confiada ao Procurador-Geral de Justiça”, o que o motivou a fazer o alerta ao delegado.

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Após a reclamação de Curvo, no início de junho, o desembargador Orlando Perri retificou sua decisão e retirou de Stringueta a apuração em relação às pessoas com foro privilegiado, deixando a seu cargo apenas a oitiva de pessoas civis comuns, como a publicitária Tatiana Sangalli, uma das vítimas das interceptações telefônicas clandestinas.

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Essa retificação foi destaca também por Curvo em sua nota, lembrando que esse caso constou no voto de Perri, na quinta-feira (13), em relação ao pedido de arquivamento da investigação jurisdicionada no TJ. “Finalmente, disseram-me que, ainda ontem, em seu voto, o Eminente Relator, publicamente reconheceu o equívoco. Será esta a ‘ameaça e intimidação’ de que está falando?”, questionou o procurador-geral de Justiça.

Conforme a nota, Curvo não abre mão de suas atribuições e que exige e respeita que todos façam o mesmo dentro dos limites legais. Confira a nota na íntegra:

O Procurador-Geral de Justiça, Mauro Benedito Pouso Curvo, esclarece que após tomar conhecimento de que havia sido nomeado um "Delegado especial" para investigar condutas, em tese, criminosas, imputadas pela OAB a membros do Ministério Publico, em total afronta ao ordenamento jurídico, uma vez que, tal investigação é, por lei, confiada ao Procurador-Geral de Justiça, encaminhou, imediatamente, ofício a Flávio Stringueta alertando que, se fizesse tal investigação, incorreria em crime de usurpação de função e improbidade administrativa.

Ressaltou, também, que não abre mão de suas atribuições e que as exerce nos limites legais, assim como exige e respeita que outros assim o façam. Lembrou, ainda, que diante de tal situação, o Exmo.Sr. Desembargador que havia feito a nomeação do dito "Delegado especial" a revogou e, ainda o advertiu de que não poderia investigar membros do MPE.

“Finalmente, disseram-me que, ainda ontem, em seu voto, o Eminente Relator, publicamente reconheceu o equívoco. Será esta a "ameaça e intimidação " de que está falando?”, questionou o procurador-geral de Justiça.

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