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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Cuiabá: PF apreende documentos em banco na Operação Ararath sobre empréstimos fraudulentos

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A Polícia Federal apreendeu documentos (cerca de 10 folhas), hoje, em agências de um banco em Cuiabá e em São Paulo, como parte da 8ª fase da Operação Ararath. São documentos relativos a contas correntes de pessoas já investigadas em outras fases da operação, deflagrada em 2013 para desbaratar um complexo esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. 

O Bic Banco, sob o superintendente em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol, é a única instituição financeira oficial investigada na Ararath até o momento. Cuzziol é réu em uma ação penal que já está conclusa para receber decisão desde o dia 13 deste mês. Entre os alvos da investigação nessa fase está uma gráfica suspeita de estar em nome de “laranjas”.

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A Operação Ararath foi deflagrada em novembro de 2013 depois que a colunista Kharina Nogueira, procurou a Polícia Federal e contou detalhes dos negócios ilegais realizados por seu ex-marido, o empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça. Ele utilizava suas empresas, Globo Fomento Ltda e Amazônia Petróleo como “instituições financeiras piratas” para operar factorings e emprestar dinheiro para políticos e empresários. Mendonça fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e revelou detalhes e nomes de vários envolvidos resultando em outras fases da operação.

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Leia tambémDefinida empresa que construirá ponte na avenida André Maggi em Sinop por R$ 13,8 milhões  

Na 5ª fase, em 20 de maio do ano passado, o então presidente da Assembleia, José Riva (PSD), o ex-secretário de Fazenda Eder Moraes (PSH) e o então governador Silval Barbosa(PMDB) foram presos. Silval, ainda governador, foi preso em seu apartamento por posse ilegal de arma. Também foram cumpridos mandados de prisão na Prefeitura de Cuiabá e na casa do prefeito Mauro Mendes (PSB) investigado sob suspeita de ter assinado sem licitação, um contrato de R$ 3,7 milhões com a Amazônia Petróleo. Uma nota promissória no valor de R$ 3,8 milhões assinada por Mendes foi apreendida em poder de Júnior com vencimento em janeiro de 2014.

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Ainda foram alvos da 5ª fase, integrantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE), da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e do Ministério Público Estadual. As suspeitas do MPF e da PF é que pelo menos R$ 500 milhões tenham sido movimentados nas contas de factorins de fachada operadas por Júnior Mendonça e outras empresas de investigados. Partes desses valores, conforme denúncias já oferecidas pelo MPF, teriam sido usadas para custear campanhas políticas e até a compra de uma vaga no TCE ocupada pelo atual conselheiro Sérgio Ricardo (PR). O senador Blairo Maggi (PR) também é investigado num inquérito sigiloso sob a tutela do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em um vídeo, o ex-secretário Eder Moraes faz várias revelações a promotores de como funcionaria o esquema e o governo do Estado pagaria os empréstimos fraudulentos e que agia em nome do ex-governador Silval Barbosa. Eder declarou, por exemplo, que um dos empréstimos feitos com Junior Mendonça seria para comprar sentença judicial e o prefeito de Sinop, Juarez Costa, não ser afastado do cargo (primeiro mandato). Junior Mendonça, em delação premiada, também afirmou ter feito empréstimo de R$ 500 mil para que o prefeito fosse mantido no cargo.

Sergio Ricardo e Juarez Costa negam envolvimento com o caso. Eder Moraes está preso.

 

 

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