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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Cuiabá: juíza adoece e audiência de José Riva é adiada

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A audiência marcada para amanhã para dar sequência ao interrogatório do ex-deputado José Riva na ação penal decorrente da operação Ventríloquo na qual ele é acusado de ter chefiado um esquema de desvio de R$ 9,4 milhões da Assembleia Legislativa foi remarcada para segunda-feira (23), às 15h. O motivo é que a juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Santos Arruda, responsável pelo processo está de licença médica.

A decisão de redesignar a audiência foi proferida pelo juiz substituto Bruno D’Oliveira Marques. Ele justificou que tomou a medida por se tratar de um processo complexo, cujo último ato processual foi iniciado pela magistrada titular. Todos os atos processuais envolvendo a operação deflagrada no dia 1º de julho de 2015, ocasião em que Riva foi preso pela segunda vez naquele ano, foram assinados por Selma Rosane.

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O juiz substituto entendeu que, que mediante a ausência justificada da magistrada que está em tratamento de saúde, a melhor opção era transferir a audiência para a próxima semana a fim de que Selma presida o interrogatório complementar de José Riva. Isso porque ela já começou a interrogar o ex-deputado em uma audiência realizada no dia 15 de abril, quando o ex-presidente da Assembleia Legislativa decidiu confessar sua participação no esquema e disse que recebeu propina ciente de que o dinheiro era recurso desviado do Legislativo Estadual.

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Na ação penal também são réus o advogado Júlio César Domingues Rodrigues, o ex-secretário geral da AL, Luiz Márcio Bastos Pommot, e o ex-procurador da Assembleia, Anderson Flávio de Godoi. Na denúncia, o Ministério Público Estadual (MPE) afirma que o pagamento foi feito em valores acima do devido em razão de uma execução de dívida de seguros do HSBC. Parte foi destinada ao banco e outra parte desviada pelo advogado Joaquim Fábio Mielli Camargo, delator do esquema, e outra parte (45%) devolvida a José Riva e aos demais réus.

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Riva chorou e confessou que participou do esquema de corrupção tendo recebido pelo menos R$ 700 mil em propina no caso dos pagamentos do valor que era devido ao banco. Ele se comprometeu a devolver o valor desviado também citou envolvimento da ex-deputada Luciana Bezerra (PSB) e dos deputados estaduais Romoaldo Júnior (PMDB), Mauro Savi (PSB), Gilmar Fabris (PSD) e Guilherme Maluf (PSDB).

Novas audiências foram remarcadas pela juíza Selma Rosane porque Riva pediu um prazo para levantar mais documentos e anotações que ele fazia bem como para realização de microfilmagens em documentos e cópias de cheques pagos para várias empresas e pessoas ligadas à Assembleia. Ele disse que pode auxiliar a magistrada a sanar dúvidas acerca da documentação.

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