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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Cuiabá: juiz teria recebido R$ 500 mil de esquema de Éder e Mendonça

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O nome do juiz da 5ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, Roberto Teixeira Seror, aparece como um dos beneficiários do esquema de desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro operado pelo empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, e o ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes. O magistrado teria recebido R$ 500 mil para liberar R$ 80 milhões da Conta Única da Justiça para o Estado, em um processo movido pelo governo contra diversas empresas.

De acordo com Mendonça, que ganhou o status de colaborador premiado, a expressão “Serou”, ao lado da anotação “500.000,00”, que aparece em uma das listas apreendidas na casa do pai dele se refere ao negócio, arquitetado por Eder.

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Processo – em junho de 2009, o Estado ingressou com uma ação de execução de dívidas contra diversas empresas. Seror, que negou o pedido de uma das empresas para reunir o processo com outro já em andamento, bloqueou mais de R$ 100 milhões das empresas, em setembro do mesmo ano.

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Esquema – conforme depoimento prestado por Mendonça, ele foi chamado por Eder, então secretário de Estado de Fazenda, ao gabinete e recebeu um pedido de empréstimo de R$ 500 mil. Ao questionar a destinação do pagamento, recebeu de Eder a informação de que seria para atender a uma decisão judicial.

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A orientação do então secretário ao empresário era a de que deveriam ser feitos vários cheques, um de R$ 200 mil e outros de R$ 25 mil, até chegar aos R$ 500 mil. Dias depois, ao ver uma reportagem sobre a liberação do montante, Mendonça questionou Eder sobre a ligação entre o empréstimo e a decisão, o que foi confirmado pelo ex-secretário.

Para o Ministério Público Federal (MPF), as informações prestadas por Mendonça caracterizam dois crimes, corrupção ativa, por parte de Eder, e passiva, em teses praticada por Seror.

Outro lado – a reportagem entrou em contato com a assessoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), mas não houve retorno até o fechamento da reportagem.

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