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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Corregedoria da PM apura denúncia que coronel Lesco saiu da prisão para fazer compras em Cuiabá

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A Corregedoria da Polícia Militar apura a denúncia de que o ex-chefe da Casa Militar, coronel Evandro Alexandre Ferraz Lesco, tenha deixado a prisão hoje para fazer compras. Ele teria ido a uma farmácia no bairro CPA 4 em Cuiabá. Lesco está preso desde o último dia 27 por decisão do desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, que determinou a prisão de oito envolvidos no esquema dos grampos, além de 15 mandados de busca e apreensão e uma condução coercitiva, na Operação Esdras.

Conforme a denúncia, Lesco deixou o 3º Batalhão da Polícia Militar onde está preso e se dirigiu a uma farmácia onde teria feito compras e sacado dinheiro no caixa-eletrônico. O coronel foi reconhecido por uma funcionária que foi conduzida para prestar depoimento.

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De acordo com um dos responsáveis pelo inquérito do caso dos grampos no âmbito do Tribunal de Justiça, delegado Flávio Stringueta, o caso já esta sendo investigado pela Polícia Civil. “Estamos fazendo o levantamento de filmagens que possa haver no local e ouvindo o depoimento de funcionários. Um deles confirmou e falou que reconheceu ele como tendo estado na farmácia, o que vai ser confirmado nas filmagens”, disse.

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Sobre as possibilidades de punição ao coronel Lesco, caso seja confirmado sua saída da prisão, o delegado afirmou que a decisão é de responsabilidade do desembargador Perri, relator do caso na Justiça. “Mas prisão não dá o direito da pessoa se ausentar do local a não ser por autorização judicial ou para algum chamamento do inquérito. Não sei em que circunstância que aconteceu e se ele tinha uma emergência medica”, encerrou.

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Conforme decisão recente de Perri,  Lesco é acusado de apresentar os militares responsáveis pela realização dos grampos ao coronel Zaqueu Barbosa, incumbido pela criação do Núcleo de Inteligência.

Além disso, o coronel teria dado ordem a um militar para evitar a qualquer custo que o então secretário Siqueira fosse preso por envolvimento no esquema para "não fragilizar o grupo" que teria grampeado ilegalmente centenas de pessoas entre políticos, jornalistas e até membros do judiciário.

Também seria de responsabilidade de Lesco o pagamento de R$ 24 mil a um militar para aquisição do Sistema Sentinela, de gravação, bem como a contribuição, por alguns meses, para o pagamento do aluguel da sala comercial onde o escritório de inteligência funcionava. Inclusive a própria esposa de Lesco teria o questionado o motivo de o pagamento ter sido por meio de cheques, cujas notas fiscais foram emitidas em nome do coronel.

Procurada para se pronunciar sobre os motivos que permitiram o coronel a deixar a prisão, a assessoria de imprensa da Polícia Militar disse que vai enviar nota de esclarecimento.

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