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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Conselheiro Sérgio Ricardo, denunciado na Operação Ararath, se licencia do TCE

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O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, investigado na operação Ararath que trata de crimes contra o sistema financeiro, teve aprovado pelo Pleno seu pedido de férias do órgão, por período, segundo a assessoria, de 15 dias podendo ser prorrogáveis. Na sua cadeira assume o conselheiro substituto Luiz Carlos Ribeiro, que passa a relatar as contas do governo relativas ao exercício de 2013.

O nome de Sérgio Ricardo foi exposto na quinta fase da Ararath, constando no inquérito suposta manobra para ocupação de vaga no Tribunal. Recentemente, o presidente do TCE, conselheiro Waldir Teis, comparou a denúncia por compra de vagas na instituição, às histórias de folclore brasileiro que se difundem através da cultura popular. Disse que o suposto esquema seria mais ou menos como falar em “Saci Pererê, que todo mundo acredita, mas que ninguém viu”.

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Consta nos autos da Ararath suposta engenharia nos meandros da política que teriam alçado o ex-deputado estadual Sérgio Ricardo a condição de conselheiro do órgão fiscalizador. A negociata teria custado R$ 4 milhões, preço da transição de cargo com o ex-conselheiro Alencar Soares, que também está sob investigação no inquérito do Ministério Público Federal e Justiça Federal.

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Sérgio Ricardo assumiu a vaga no TCE no dia 16 de maio de 2012, ocupando cadeira de Alencar Soares, também ex-deputado, que deixou o espaço no período sendo aventado para disputar a prefeitura de Barra do Garças, mas ele acabou não concorrendo ao posto.

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A manobra, segundo o delator premiado da Ararath, Junior Mendonça, controlador da Amazônia Petróleo, teria contado com apoio do ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes. O ex-gestor é o pivô das investigações. Nesta estrutura, a vaga de Alencar Soares, ao custo de R$ 4 milhões, teria sido negociada na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR). A “propina” para a suposta compra de vaga teria ocorrido em duas parcelas, de R$ 1,5 milhão e de R$ 2,5 milhões.

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