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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Comissão aprova PEC do Orçamento Impositivo para emendas parlamentares

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento Impositivo para as emendas individuais dos parlamentares foi aprovada hoje (6) pela quase totalidade dos integrantes da comissão especial que analisou o mérito da proposta. Apenas o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) votou contrário ao parecer apresentado pelo relator, deputado Édio Lopes (PMDB-RR).

Agora, a PEC deverá ser votada amanhã (7), em primeiro turno, no plenário da Câmara. Em função das discussões e negociações para a aprovação da proposta, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), cancelou a ordem do dia e, com isso, não houve qualquer votação no plenário da Casa. "Vou permitir mais tempo para negociar porque queremos que essa matéria seja aprovada aqui [comissão] com consenso e apoio da unanimidade dos deputados", disse Alves. Ele informou que conversou hoje com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para pedir agilidade ao Senado a fim de votar a PEC o quanto antes para que ela valha para o Orçamento a ser aprovado este ano.

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A proposta estabelece a obrigatoriedade da execução orçamentária das emendas individuais dos parlamentares, de forma isonômica, da programação prioritária incluída na proposta orçamentária, no montante de 1% da receita corrente líquida no exercício do ano anterior. Define, ainda, que deverão ser dadas publicidades às emendas nas regiões a serem beneficiadas.

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Outro dispositivo constante do parecer aprovado, estabelece que, se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na Lei Orçamentária, o montante das emendas poderá ser reduzido até a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das despesas. O texto também diz que deverá ser fiscalizada e avaliada a execução das emendas e seus respectivos resultados.

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Foram quase sete horas de reunião da comissão com seguidas negociações do parecer do relator, que acatou algumas sugestões apresentadas. Os representantes do PT na comissão tentaram reduzir o percentual de 1% para 0,5% da receita corrente líquida, assim como tentaram que o Orçamento Impositivo valesse também para os estados e municípios, mas não tiveram sucesso.

O deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) participou intensamente das negociações e conseguiu a inclusão de alguns dispositivos na proposta. Segundo ele, o governo tinha uma avaliação em relação à impositividade das emendas no sentido de evitar o engessamento do Orçamento. "Eu acho que ponto de vista da visibilidade para o significado política das emendas é bom que tenhamos um Orçamento visível para a população", disse.

Segundo Berzoini, o acordo firmado hoje para a votação da PEC na comissão será honrado pelo PT amanhã (7) na votação em plenário. Segundo ele, a vinculação das emendas nos termos que foi aprovado "não chega a prejudicar de maneira forte".

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