Chefe do MP em Mato Grosso reforça para prefeitos necessidade de criar consórcio de medicamentos
O procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, disse, hoje, em Cuiabá, para prefeitos de 130 municípios de Mato Grosso que a criação de um consórcio de saúde para comprar e distribuir medicamentos destinados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) trará muitos avanços para as prefeituras. Na palestra durante a 1ª Marcha a Cuiabá, Curvo reforçou que o Ministério Público, a AMM, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas do Estado, secretaria de Estado de Saúde e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de MT assinaram um protocolo de intenções para criar o consórcio. A próxima etapa é conseguir a adesão dos prefeitos.
“Queremos mostrar que a união faz a força. Ao fazer uma compra em conjunto os municípios ganham em economia de escala. O dinheiro economizado pode ser aplicado nos hospitais regionais, melhorando sua infraestrutura para que o cidadão possa ser atendido perto de casa. Nossa intenção é neste evento verificar, também, a intenção de cada um em participar do consórcio”, explicou o procurador-geral, informa a assessoria.
Para saber como funciona este tipo de consórcio, Mauro Curvo, juntamente com o presidente da AMM, Neurilan Fraga e o presidente do TCE, Antônio Joaquim, estiveram em Curitiba (PR) para conhecer o Consórcio Paraná de Saúde, considerado um case de sucesso, já que funciona há 18 anos. “Quanto mais municípios comprando juntos, mais barato fica para adquirir medicamentos, equipamentos e materiais hospitalares. Não tem nenhum consórcio no país que compre tudo isso, os que existem trabalham com farmácia básica, nós queremos ir além”, destaca.

O diretor-executivo do Consórcio Paraná Saúde, Carlos Roberto Kalckmann Setti, veio a Cuiabá para participar do evento e tirar as dúvidas dos prefeitos. “Nosso consórcio foi criado em 1999 para otimizar os recursos financeiros dos componentes básicos da assistência farmacêutica. Em vez dos recursos irem diretamente para os municípios, os municípios aportam estes recursos no Consórcio Paraná Saúde e, com isso, nós conseguimos ganhar em escala devido ao maior volume de medicamentos adquiridos”.
Conforme ele, o consórcio auxiliou os municípios a se organizarem na assistência farmacêutica. “Com isso, conseguimos reduzir os preços praticados no mercado e passamos a comprar tudo o que era necessário, fazendo com que o usuário passasse a ter acesso aos medicamentos. Comprando em conjunto os municípios conseguem uma economia de 50%. Alguns medicamentos é possível adquirir até 100% mais barato”.
O Consórcio Paraná de Saúde atende mais de 8 milhões de habitantes de 395 dos 399 municípios paranaense. “Para colocar o consórcio em prática é preciso vontade política, já que a questão técnica se sustenta quando você comprova os preços que o consórcio consegue registrar, mas tem que haver um envolvimento político que é o que eu estou sentindo aqui neste momento, associação dos municípios, junto com TCE, Ministério Público e os próprios municípios enxergando esta estratégia como vantajosa para todos”.







