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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Chefe do MP de Mato Grosso diz que combate à corrupção continua sendo prioritário

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O procurador-geral de Justiça, Paulo Roberto Jorge do Prado, empossado na sexta-feira para o segundo mandato, disse que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso terá como meta principal para os próximos dois anos o combate às organizações criminosas e à corrupção, dar continuidade ao trabalho de aproximação da sociedade por meio da realização de audiências públicas e debates sobre diversos temas, entre eles, meio ambiente, infância e juventude, violência doméstica e idosos.  “Tivemos avanços, muito foi feito, e muito ainda precisamos buscar, melhorar e realizar, todos nós temos consciência desse desafio . Poderíamos elencar outras inúmeras ações, porém, somente em 2014, foram propostas 1.961 ações civis públicas no Estado de Mato Grosso e não estamos computando termos de ajustamento de conduta e notificações recomendatórias. Foram 19.111 ações penais em todo o Estado”, detalhou.

O procurador-geral de Justiça também aproveitou a oportunidade para destacar o trabalho desenvolvido pelo Ministério Público com relação à polêmica implantação do modal de transporte VLT – Veículo Leve Sobre Trilho- cujas obras eram para ficarem prontas em junho do ano passado, para a copa do mundo, mas cerca de 60% do projeto foi executado e mais de R$ 900 milhões foram gastos. O valor contratual é de R$ 1,4 bilhão. “O Ministério Público sempre se manifestou contrário à escolha e implantação do modal sem os devidos estudos e planejamentos, tendo, inclusive, proposto ação contra a implantação da forma como foi feita, em defesa da sociedade, ainda que boa parte dela não tenha visto com bons olhos a iniciativa do Ministério Público”, disse.

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Prado lembrou que a ação foi proposta pelo Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual. “Nesta ação específica, o MP conseguiu a suspensão da obra e lutou até o último grau para impedi-las, mas teve suas pretensões negadas no Tribunal Regional Federal. Hoje vemos que as alegações do Ministério Público infelizmente se confirmaram”, lamentou.

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