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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Carlos Bezerra é reconduzido novamente à presidência do PMDB

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A recondução do eterno presidente do PMDB, deputado Carlos Bezerra a direção da sigla se tornou assunto de somenos importância quando a convenção foi invadida por petistas e republicanos ávidos em sinalizar pela continuidade do acordão que sustenta a rotatividade dos partidos no Governo do Estado e nos principais cargos políticos desde 2002 quando Blairo Maggi então PPS hoje PR foi eleito pela primeira vez governador de Mato Grosso.

De 2002 para cá, hora o PMDB ora o PT estiveram contrários a então chegada do ilustre empresário mas desconhecido na política, o hoje senador Blairo Maggi, mas bastou eles se unirem e nem mesmo divergências como as notadas nas eleições municipais deste ano quando o PR esteve em campo oposto ao PMDB e o PT na sucessão em Cuiabá, para criar rusgas que os mantivessem afastado de uma eventual nova coligação em 2014 na sucessão do governador Silval Barbosa.

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O PR quer voltar ao governo do Estado em 2014, frisou o deputado e presidente da sigla, Wellington Fagundes que foi a convenção peemedebista primeiro por causa do laço direto com o governador Silval Barbosa e segundo por causa da questão paroquial em Rondonópolis, reduto dele e do presidente do PMDB, Carlos Bezerra. Sem se fazer de rogado, Wellington defendeu abertamente que o PR, PT e PMDB comecem desde já a costurar o entendimento para a sucessão em 2014.

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Leia tambémDefinida empresa que construirá ponte na avenida André Maggi em Sinop por R$ 13,8 milhões  

Na mesma linha foi Lúdio Cabral, muito próximo do governador Silval Barbosa e hoje líder político petista inconteste em Mato Grosso, principalmente em Cuiabá por causa dos 140 mil votos obtidos no 2º turno das eleições municipais na capital. Lúdio aproveitou o evento para agradecer o empenho e a dedicação do PMDB e deixou amarrado que também quer estar junto em 2014, o que pode ser consolidado com sua chegada ao staff ou ao secretariado do governador Silval Barbosa a ser anunciado nos próximos dias, já que em 31 de dezembro ele perde sua condição de vereador.

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No tabuleiro de xadrez da sucessão política em 2014, que ainda está longe, uma amarração PMDB, PT e PR pode representar o caminho de outras siglas para um duríssimo embate que deve ter como protagonistas, os senadores Blairo Maggi (PR) e Pedro Taques (PDT) que tenta arregimentar força política eleitoral dentro do Movimento Mato Grosso Muito Mais do prefeito eleito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), mas que acabou cooptado por Maggi e pelo PR graças ao aval que lhe garantiu sucesso nas urnas.

Se Mauro Mendes que adiou sua sanha de conquistar o Governo do Estado, tanto é que dos quase R$ 14 milhões gastos em sua campanha eleitoral em Cuiabá, R$ 7 milhões vieram do seu próprio bolso ou de sócios, se aliar a Blairo Maggi que já desponta como um gigante político as chances dos republicanos voltarem ao Palácio Paiaguás serão grandes ainda mais se o governador Silval Barbosa obtiver sucesso em suas obras até 2014.

Maggi nega, mas não tem como deixar de observar que seu apoio incondicional a Mauro Mendes amarrou primeiro de tudo sua permanência por 4 anos na Prefeitura de Cuiabá e segundo o seu próprio retorno ao Governo do Estado, já que em se tratando de Blairo Maggi e Mauro Mendes na política partidária, está se falando em criador e criatura.

Como Silval Barbosa não poderá mais ser candidato, já que foi reeleito e até o momento não apareceu nome capaz de encarar uma disputa majoritária, tanto o PMDB como o PT precisam de um candidato de peso, hoje pautado em cima do senador Blairo Maggi, ou então, se aguardar que o juiz Julier Sebastião da Silva, decida, assim como fez Pedro Taques, então procurador da República, deixar a toga e encarar o mundo político eleitoral disputando uma eleição majoritária para o Governo de Mato Grosso, o que lhe resguardaria alguma vantagem por ser mato-grossense e reconhecidamente ser um homem da lei.

 

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