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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Carlos Bezerra critica Lula e Dilma e deixa Silval em “saia justa”

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Presidente do diretório estadual do PMDB, o cacique Carlos Bezerra colocou literalmente a “boca no trombone”, disparou críticas efusivas às gestões do ex-presidente Lula (PT) e da presidente Dilma Rousseff, do mesmo partido, deixando o governo Silval Barbosa em evidente “saia-justa” com o governo federal. Ao avaliar os dois pontos mais polêmicos em tramitação no Congresso Nacional, as reformas Política e Tributária, ele não se fez do rogado e disparou: “Precisamos de outro líder tipo Getúlio Vargas, que foi o presidente com maior força política no país. Com esses presidentes tipo Dilma e Lula o que se consegue é meia-boca. Não tem força”.

Ao avaliar a conjuntura nacional em relação aos estados, Bezerra assumiu claramente as “dores” do PMDB em relação ao PT. A batalha travada entre as siglas para ocupação de cargos no primeiro escalão, principalmente nos ministérios, parece ter deixado peemedebistas como ele, magoados. Para o dirigente partidário, a gestão dos petistas não é inovadora no âmbito econômico, mas apenas o continuísmo do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

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As agruras entre as legendas e a postura ímpar de Bezerra podem desarmonizar o bom relacionamento visado por Silval com a presidente da República. O chefe do Executivo estadual aguarda confirmação de data para audiência com Dilma, a ser realizada em Brasília, para discutir apoio do governo federal para injeção de novos recursos em Mato Grosso. O governador e o senador Blairo Maggi (PR) se esforçam para organizar o encontro, defendendo a participação na reunião, da bancada do Estado no Congresso.

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Independentemente das ações lideradas pelo Executivo estadual para estreitar os laços com Dilma, Bezerra tem mantido postura severa em relação ao governo federal. O espírito municipalista também tomou conta dele. Foi enfático ao fazer uma análise sobre o respaldo concedido às cidades. “Os prefeitos para conseguir apoio, asfaltamento, tem de ir a Brasília. Isso não tem cabimento”, cutucou.

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E foi ainda mais adiante ao afirmar que o governo federal não tem prioridades em relação a Reforma Agrária e a área da saúde. Classificou a Reforma Tributária, a cargo dos moldes do Palácio do Planalto e do Congresso, de “tapeação”. Na opinião dele, a reforma de fato não traduz o que prega. Dessa forma, a esperada redução de tributos como teoricamente se prega, não se coloca em prática, no entendimento dele.

Nem mesmo questões como a dívida interna passaram pelo crivo de Bezerra. “Nosso problema é a dívida interna, tá debaixo do tapete. A solução é rediscutir a dívida, porque é um assalto. Os banqueiros estão ganhando mais do que na época do Fernando Henrique. Os R$ 50 bilhões de corte no orçamento não é nem a metade do que se paga para os banqueiros”, concluiu.

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