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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Câmara aprova Medida Provisória 232 que aumenta em 10% o Imposto de Renda

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O governo conseguiu aprovar nesta terça-feira, por votação simbólica, a Medida Provisória 232 com o reajuste da tabela do Imposto de Renda em 10%, após mais de três meses de intensas negociações.
Conforme acordo com a base aliada – que significou uma derrota da equipe econômica -, foi rejeitada a parte da MP que continha aumento da carga tributária, como a elevação de 32 para 40% da base de cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

A correção da tabela do IR acarretará uma perda de arrecadação de R$ 2,5 bilhões por ano para a Receita. As medidas de compensação agora virão por meio de um projeto de lei, cujo desenho já está pronto, mas ainda precisa ser negociado com os outros partidos da base aliada.

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“Nós não temos uma data definida, estamos avaliando. O projeto de lei vai vir na hora que tudo estiver muito bem entendido e acordado na base”, afirmou o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). A promessa é de que não haverá elevação da carga tributária.

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O acordo inicial era enviar o PL até o final desta semana, mas as lideranças do governo preferiram negociar com mais cuidado para evitar novo revés na matéria.

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Disputa pela paternidade
No final do mês passado, o governo aceitou retirar da MP 232 todas as partes que aumentavam a carga tributária. Para isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma nova medida provisória revogando todas as partes da 232, menos o reajuste da tabela.

“Fomos nós, através do presidente Lula, que corrigimos a tabela do IR”, afirmou Chinaglia, referindo-se à disputa com a oposição sobre a paternidade do reajuste.

Antes do recuo do governo, PFL e PSDB tentaram fatiar a MP para votar apenas a correção da tabela, o que não foi aceito pelo Planalto. O líder da minoria na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), no entanto, tem avaliação diferente. Ele acredita que o derrotado foi mesmo o presidente.

“Hoje a sociedade deu um basta no aumento do imposto, o que está aprovado é a derrota do governo Lula diante de todas pressões que sofreu nos últimos três meses”, afirmou Aleluia.

O projeto de lei, que conterá as compensações, prevê o recolhimento antecipado de 1,5 por cento de PIS/Cofins e CSLL para os setores de transportes, medicina, engenharia e publicidade e propaganda.

Para os agricultores ficou mantida a retenção de 1,5% de Imposto de Renda apenas para as transações acima de R$ 17,460 mil. O limite previsto na MP 232 era de R$ 1,164 mil.

Para Chinaglia, a MP que revoga partes da 232 e mantém a correção da tabela do IR não precisa mais ser votada. Mas há deputados que acreditam ser necessária a votação dessa nova MP, de número 243, para garantir a correção da tabela.

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