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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Brustolin defende corte de gastos em Mato Grosso

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As consequências da crise econômica do Brasil são inúmeras e, muitas vezes imprevisíveis. A avaliação é do secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Paulo Brustolin, que defende a adoção de medidas urgentes para a reversão do quadro atual, agravado pelo rebaixamento do grau de investimento do Brasil pela agência de classificação de crédito Standard & Poor’s (S&P). Entre as iniciativas, o secretário entende ser urgente o corte de gastos a exemplo do que foi feito, ao longo do ano, pelo governador Pedro Taques (PSDB), que enxugou a máquina, auditou contratos e tem conseguido honrar, de forma pontual, os compromissos financeiros do Estado. Para Brustolin, a indefinição política no Governo Federal tem gerado a dificuldade de se conter o déficit e equilibrar as contas públicas. “O Brasil está sendo visto como um país que não é sério nesse momento”.

A perda no grau de investimento, explica, traz diversas consequências, “mas a principal delas é que os fundos de pensão de vários países do mundo não poderão investir aqui, principalmente em infraestrutura, aquilo que o Brasil mais carece nesse momento”. Ao contrário da indefinição que permeia a União, lembra o secretário, Mato Grosso vem, desde janeiro, implementando medidas para encarar a crise financeira. “O governador teve a coragem de propor uma reforma administrativa ampla: reduziu o número de secretarias, reduziu 25% dos cargos comissionados, gerando economia de quase R$ 150 milhões ao ano, e também vem revisando contrato a contrato, um trabalho feito por cada um dos secretários”. Com isso, a expectativa é que a nota de crédito da gestão de Mato Grosso, ao contrário do que ocorreu com o Brasil e com muitas das grandes empresas, permaneça inalterada.

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As medidas aventadas no momento, que passam pelo aumento na carga tributária não são, para Brustolin, as melhores alternativas. “Cobrei, junto com outros secretários de Fazenda, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, durante o último Confaz a redução do número de ministérios do Brasil e a necessidade de trabalhar com maior austeridade o orçamento, enfrentando os problemas estruturais que o país possui. É preciso, nesse momento, apertar o cinto, cortar na carne e dar uma demonstração para o mercado mundial que o Brasil é capaz de superar isso”.

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