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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Blairo reafirma necessidade de regras de compensação claras em reforma tributária

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O governador Blairo Maggi defendeu em Brasília que a proposta de reforma tributária seja aprovada no Congresso Nacional somente quando forem delineados os mecanismos de compensação dispensados pelo Governo Federal aos Estados e ao Distrito Federal que, eventualmente, perderem receita com a nova sistemática. A declaração foi feita hoje durante a formalização do Convênio de Cooperação Técnica do Governo do Estado com o Movimento Brasil Competitivo (MBC).

Maggi afirmou que o funcionamento do Fundo de Equalização de Receitas (FER) deve estar explicitado já na Proposta de Emenda Constitucional (PEC nº 233/08) da reforma tributária, em tramitação no Congresso Nacional. Isso porque o governador de Mato Grosso teme que o Governo Federal não promova, integralmente, o ressarcimento aos Estados, como ocorreu, em 2006, com a instituição da Lei Kandir, que desonerou o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) dos produtos (primários ou industrializados semi-elaborados) e serviços com a finalidade de exportação.

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Com a aprovação da Lei Kandir, a União previu compensação aos Estados exportadores, mas muitos, como Mato Grosso, até hoje, não conseguem receber todos os recursos que têm direito. O Estado teve prejuízo de R$ 7,4 bilhões, de 1996 a 2006, por conta da Lei Kandir. Até o momento, Mato Grosso recebeu somente R$ 1,3 bilhão do Governo Federal a título de compensação. “Se não houver regras claras para compensar as perdas de receita, muitos Estados vão quebrar”, enfatizou Maggi.

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Um levantamento elaborado por técnicos da Secretaria de Estado de Fazenda estima que Mato Grosso poderá ter prejuízo líquido de R$ 2,6 bilhões por ano na arrecadação do ICMS, a principal fonte de receita do Estado, caso seja aprovada a proposta de reforma tributária encaminhada no mês de fevereiro ao Congresso Nacional. As perdas estimadas correspondem a 35% do orçamento estadual de 2008 ou, se descontados os incentivos fiscais, a 17% do referido orçamento, o equivalente a R$ 1,3 bilhão.

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COMPETÊNCIA – Manter a competência dos Estados de legislar sobre o ICMS é um outro ponto defendido por Mato Grosso acerca da PEC da reforma tributária, em tramitação no Congresso Nacional. A proposta prevê a federalização da legislação do ICMS, ou seja, de se acabar com os 27 regulamentos estaduais do imposto. Assim, as Assembléias Legislativas perderiam a autonomia para legislar sobre o ICMS.

Com isso, Mato Grosso e os demais Estados seriam prejudicados na questão da política de atração de investimentos, pois deixaria de haver legislação e regulamentação específicas das unidades da Federação, a fim de oferecer incentivos fiscais para a instalação de empresas.

O secretário de Fazenda, Éder de Moraes Dias, argumenta que a competência tributária dos Estados e municípios é um dos fundamentos do pacto federativo brasileiro. Então, esclarece ele, não se pode abdicar totalmente da competência estadual de legislar sobre ICMS, como propõe a atual proposta de reforma tributária.

A intenção do Governo Federal é frear as divergências entre os Estados na oferta de benefícios fiscais. O texto da reforma tributária não garante os incentivos fiscais já concedidos, uma vez que as unidades da Federação deixariam de ter leis próprias para disciplinar o assunto.

Assim, Mato Grosso apóia a manutenção e convalidação dos incentivos fiscais. “Colocar fim à autonomia e independência legislativa dos Estados na questão tributária vai estagnar economicamente as unidades Federativas menos desenvolvidas”, observa o secretário de Fazenda

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