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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Blairo diz que proibição de pulverização aérea é crime de ‘lesa-pátria’

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Os senadores Cidinho Santos e Blairo Maggi (licenciado), ambos do PR, prestigiaram a posse do novo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gilson Pinesso, e sua diretoria, realizada hoje, em Brasília. Representando oficialmente os senadores presentes no evento, Blairo Maggi, discursou em defesa do setor produtivo, elencou algumas ações desenvolvidas pelo ex-presidente Sérgio De Marco, a frente da Abrapa e, aproveitou o ensejo, para criticar a ação do Governo em proibir a pulverização aérea nas lavouras de algodão.

"Sérgio foi um dos principais responsáveis pela internacionalização do algodão brasileiro, com missões ao exterior que deixam o comprador cara a cara com o produtor", disse Maggi que participou de duas missões organizadas pela Abrapa e relatou o que pôde acompanhar de perto do trabalho da entidade.

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O senador abordou um dos temas que mais tem preocupado o setor nos últimos meses: a proibição da pulverização aérea de quatro principais componentes de inseticidas utilizados nas lavouras brasileiras. Maggi se referiu à portaria publicada pelo Ibama como um "crime de lesa-pátria".

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Leia tambémDefinida empresa que construirá ponte na avenida André Maggi em Sinop por R$ 13,8 milhões  

"Não acredito, e não quero acreditar, que nosso país, que nosso Governo, emita uma portaria como esta, que simplesmente acabará com o algodão no Brasil em menos de três anos", afirmou Maggi, lembrando que tem buscado "incessantemente atender os anseios do setor produtivo e da agricultura brasileira".

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A medida também atinge diretamente os produtores de soja e tem sido tema de embates entre a bancada – que defende os interesses do setor agropecuário-, entidades ligadas ao agronegócio e o Governo Federal.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), inclusive, aprovou nesta quarta-feira (06.12) requerimento para a realização de audiência pública com a finalidade de debater a questão.

A portaria foi conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e proíbe pulverizações por meio de aeronaves de quatro inseticidas usados em lavouras de algodão, sob o argumento de "iminente perigo" à sobrevivência das abelhas.

O órgão alega que foi necessário adotar o "princípio da precaução" devido à importância desse inseto como agente polinizador. A proibição envolve os inseticidas Imidacloprido, Tiamexotan, Fipronil e Clotianidina.

Já Sérgio de Marco, alertou que a medida provocará uma "catástrofe". Entre outras coisas ele disse que há o risco imediato da perda de controle sobre o manejo do ‘bicudo do algodoeiro", praga que dizimou a cultura do algodão no Brasil há menos de duas décadas. Marco disse que a cultura emprega mais de 79 mil pessoas, movimenta uma massa salarial de US$ 787 milhões e gera US$ 7,7 bilhões.

 

 

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