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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Atual direção da Assembleia diz que não pode ser responsabilizada por atos de gestores do passado

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A mesa diretora da Assembleia Legislativa encaminhou, no início desta tarde, uma nota pública sobre as denúncias veiculadas em uma reportagem do Fantástico, ontem à noite. “A Assembleia Legislativa está acompanhando com atenção as denúncias que estão sendo investigadas pelas autoridades responsáveis. A nova mesa diretora, assim como a sociedade em geral, espera que elas sejam esclarecidas, com a apuração das responsabilidades dentro do devido processo legal”.

O documento aponta que o Legislativo estadual não pode ser responsabilizado por atos isolados de gestores do passado. “Não nos cabe também fazer qualquer juízo de valor sobre as acusações, já que a apuração dos fatos é tarefa dos órgãos de controle e do Poder Judiciário. É compromisso da nova mesa diretora dar absoluta transparência a todos os gastos, contratos e convênios. Os cidadãos e os órgãos de controle terão acesso a toda a movimentação financeira, afastando qualquer dúvida sobre os procedimentos realizados a partir do dia primeiro de fevereiro de 2015, quando os novos dirigentes do legislativo estadual tomaram posse”.

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A nota afirma ainda que “acompanha com muita preocupação as denúncias de irregularidades nas obras da Copa do Mundo e, especialmente na implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Nesse sentido, o Legislativo já debate a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as responsabilidades”.

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Conforme Só Notícias já informou, o ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, afirmou, em um dos depoimentos ao Ministério Público e revelados pelo Fantástico, que um dos empréstimos fraudulentos, feitos no factoring de Junior Mendonça e pagos com recursos do governo estadual, foram para compra de apoio político de deputados estaduais.

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Um dos trechos exibidos, Eder afirma que "havia uma carga de pressão violenta da Assembleia Legislativa sobre o governo, o que também demandava recursos financeiros – para se aprovar uma conta no final de ano, para se tramitar as coisas com velocidade". Ele confirma que o dinheiro era destinado para deputados, mas no trecho exibido da reportagem não foram mencionados nomes.

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