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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Assessor especial no governo é exonerado após ser preso em operação

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Após ter sido preso durante a operação Edição Extra, deflagrada pela Delegacia Fazendária, em dezembro do ano passado, o assessor especial da extinta Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Elpídio Spiezzi Junior, foi exonerado somente no último dia 15. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

Ele foi detido em 18 de dezembro, juntamente com o ex-secretário adjunto de Administração, José de Jesus Nunes Cordeiro e permaneceu preso por um dia. Durante a operação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão. As investigações conduzidas pela Delegacia Fazendária apuram um suposto esquema de fraude em licitação que teria ocorrido em 2011.Os servidores são investigados com outros três empresários, Fábio, Dalmi e Jorge Defanti e o funcionário Alessandro Francisco Teixeira Nogueira, da Gráfica Print, contratada pelo Governo de Mato Grosso em 2012 para a confecção de cartões de visita, cartazes, cartilhas, certificados e outros produtos gráficos.

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As suspeitas são de superfaturamento nos produtos fornecidos ao Estado, além de formação de conluio para a participação no processo licitatório. Durante a operação, apenas os funcionários públicos foram presos, os responsáveis pela gráfica também tiveram o pedido de prisão decretado, mas não foram encontrados na data, sendo presos posteriormente. Dias depois, tiveram os pedidos de relaxamento da prisão concedidos pela Justiça de Mato Grosso.

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Spiezzi foi apontado como um dos principais articuladores do suposto esquema. Ele é acusado de ser o articulador dos pagamentos para a gráfica, referente ao contrato de R$ 40 milhões. Na época, o delegado responsável, Carlos Fernando Cunha, afirmou que os secretários que chegaram a ser presos seriam responsáveis pelo processo. “Os dois foram convenientes com os desvios ocorridos, repito, apenas em um contrato”, frisou, no dia seguinte à operação.

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Ao todo, são 11 empresas investigadas pelo suposto esquema de fraude no processo licitatório de serviços gráficos. Além do contrato efetuado em 2012, a Delegacia Fazendária não descarta a possibilidade de irregularidades em outras licitações.

Segundo as investigações, as empresas teriam loteado a licitação, combinando preço e se articulavam para excluir empresas que não faziam parte do esquema e que, por ventura, viessem a participar do pregão. Ainda, as gráficas são acusadas de entregar materiais em quantidade inferior ao contratado, dividindo com agentes públicos o dinheiro pago a mais pelos serviços.

Os ex-servidores foram liberados um dia após a prisão, depois de passar horas prestando depoimentos à delegada Liliane Murata. O mesmo ocorreu com o empresário Fábio Defanti, que chegou a ser acusado de fugir da prisão, mas depois alegou na Justiça se tratar de equívoco. Ao se apresentar à Defaz, ele passou o dia inteiro em depoimento.

As investigações teriam sido iniciadas após uma suposta denúncia de um empresário do setor gráfico, Maksuês Leite, cuja empresa também é investigada em possíveis esquemas de fraude em processo licitatório denunciados nas operações Aprendiz, deflagrada pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e Ararath, realizada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público Federal (MPF).

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