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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Assembléia e MPT debatem formas legais de contratação de pessoal

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As formas legais e as infrações na contratação de pessoal na administração pública foram discutidas ontem, durante uma audiência pública realizada na Assembléia Legislativa. Durante o evento, foram debatidas as irregularidades denunciadas diariamente ao Ministério Público, sobre fraudes na admissão de pessoal nos órgãos estatais dos municípios e Estado. Durante a audiência, a coordenadora nacional da Conap (Coordenadoria de combate às Irregularidades Trabalhistas na Administração Pública, Vivian Rodriguez Mattos, falou sobre as formas atuais de contratação de pessoal e o princípio do concurso público. “Um dos grandes problemas que constatamos são as ações com improbidade administrativa, onde há desvirtuamento nas contratações temporárias”, explica Vivian, que também é procuradora do Trabalho da 2ª Região – São Paulo).

A procuradora-chefe substituta da PRT23ª Região, Carolina Pereira Mercante, lembrou que as principais irregularidades são os contratos de trabalho com desvio de finalidades. “Uma das saídas é a abertura de concursos públicos para acabar com as contratações ilícitas”, define Carolina.

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Um levantamento realizado pela Procuradoria Regional do Trabalho mostra que, os casos ocorridos nos últimos dez anos apontaram como as irregularidades mais comuns a admissão de funcionários sem concurso público em MT.

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A maioria das ilegalidades na contratação de pessoas para o serviço público investigadas no Estado pelo MPT é cometida por gestores municipais. “Sem dúvida alguma que os municípios são os campeões nessas irregularidades”, enfatizou Vivian.

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Durante o levantamento, a Procuradoria Regional de Trabalho do Estado constatou a instauração de 16 ações civis públicas e oito ações de execução contra os acusados das irregularidades Foram firmados ainda 39 TACs – Termo de Ajustamento de Conduta e 53 casos estão em andamento.

Na oportunidade, o promotor de Justiça em Cuiabá, Alexandre Guedes falou sobre a desconsideração da personalidade jurídica do ente público e responsabilização do gestor. Em seguida, o juiz do trabalho, João Humberto Cesário, realizou uma palestra enfatizando o tema “Ação de Improbidade na Justiça do Trabalho”. Encerrando o ciclo de debates, a promotora de justiça Ana Cristina Bardusco Silva falou sobre o programa de acompanhamento e avaliação de obras públicas.

Ao final, aconteceu a leitura da Carta de Mato Grosso, onde as autoridades presentes assinaram um pacto estadual, assumindo um compromisso de regularização das contratações de servidores na Administração Pública. A Carta será encaminhada ao Ministério Público Federal.

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