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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Assembléia decidirá valores para orçamento da defensoria pública

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Diferente dos anos anteriores, a Lei Orçamentária Anual de 2006 trará uma discussão inédita para a Assembléia Legislativa. Terá que ser decidido na Casa o orçamento da Defensoria Pública. Quem chama atenção para o fato é o deputado Carlos Brito (PDT). De acordo com ele, a Defensoria ganhou autonomia financeira, assim como o Ministério Público, mas o governo não destinou na LOA os recursos necessários para o órgão aumentar a prestação de serviços no Estado. Então, os demais Poderes terão que acabar cedendo uma parte de seus orçamentos para incrementar o que será destinado à Defensoria.
Pela LOA, a Defensoria pública deve receber R$ 11,8 milhões. Isso é apenas a repetição do orçamento do ano passado R$ 10,5 milhões, com a reposição da inflação do período. A reivindicação do órgão é de no mínimo R$ 30 milhões, mas o Executivo alega não ter caixa para isso. Diante dessa situação, o defensor geral Fábio Guimarães enviou para a Assembléia sua necessidade orçamentária e os deputados é que terão que decidir se o órgão será ou não atendido. Mas, para que o repasse à Defensoria seja maior os recursos terão que ser retirados de algum lugar. A única solução, segundo Brito, é cada Poder abrir mão de uma parte de seu orçamento em favor da Defensoria.

“Nós teremos que fazer aqui na Assembléia o debate que não foi feito lá no governo, antes da conclusão da LOA”, disse o deputado. Brito defende que a Defensoria tenha um orçamento maior. A necessidade existe porque o número de comarcas no Estado aumentou muito e a Defensoria não teve estrutura para acompanhar esse crescimento. Em tese, onde há uma comarca, um promotor, também tem que ter um defensor. Na prática isso está longe de acontecer.

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Outra situação inusitada no orçamento de 2006, conforme Brito, é peça orçamentária já ter sido entregue à Assembléia com a argumentação de que os números podem não se realizar por conta da crise no agronegócio. Para o deputado é complicado trabalhar dessa forma. “Não adianta apresentar um número se não existe a segurança que ele será alcançado”. Na opinião do pedetista, seria melhor já ter feito a LOA com um número menor, para evitar problemas futuros.

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A LOA 2006 chegou à Assembléia na última sexta-feira, dia 30 de setembro. Os deputados têm até o dia 15 de dezembro para votar a mensagem

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