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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Após ameaça do PFL, PSDB reage para salvar aliança

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As lideranças do PSDB e do PFL no Congresso se lançaram ontem numa operação para tentar neutralizar as declarações do prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), de que a aliança entre os dois partidos corre o risco de não vingar.

Irritado com a repercussão no Congresso da declaração de Maia, o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), passou o dia tentando debelar impasses regionais que vêm agravando a crise entre as siglas em torno da pré-candidatura do tucano Geraldo Alckmin à Presidência.

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A principal articulação de Tasso ocorreu pela manhã, em reunião com os senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Agripino (PFL-RN) e o deputado ACM Neto (PFL-BA).

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Tasso informou que o PSDB não terá candidato próprio ao governo da Bahia, à revelia do diretório estadual, e que Alckmin apoiará a reeleição do pefelista Paulo Souto. A Bahia é um dos Estados apontados como mais complicados para a união.

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Os outros são Sergipe, Maranhão e Alagoas. Nos bastidores, tucanos diziam ontem que até o final da semana o PSDB também cederá em Sergipe.

O auxílio de ACM para desatar os nós regionais do PFL não só solucionaria o impasse local como também fortaleceria a indicação de Agripino –preferido da maioria da cúpula do PSDB e de ACM– para a vice de Alckmin.

Tasso voltou ontem a desautorizar Maia que, na véspera, afirmou que talvez “melhor seja que o PFL não tenha candidato a vice” e tenha “flexibilidade” para alianças.

“Qualquer problema do PSDB é levado ao presidente [do PFL, Jorge] Bornhausen por mim e qualquer problema do PFL é trazido a mim”, reagiu Tasso, numa resposta à nota divulgada pelo ex-blog do prefeito: “Mas Tasso! Se até no Ceará seu grupo está apoiando o candidato do PSB –irmão de Ciro Gomes– contra o governador do PSDB! Imagine em relação ao PFL!”.

Alckmin chegou no fim da tarde a Brasília, onde teve agenda intensa de reuniões. Antes da primeira delas, com Bornhausen, minimizou a crise.

“É natural que existam dificuldades. Os problemas são singularidades estaduais.” Para Bornhausen, “a indicação do vice é uma possibilidade concreta. A não-indicação, inviável”.

Os senadores Agripino e José Jorge (PFL-PE), que disputam a indicação para a vice, seguiram o tom.

“O PFL já decidiu pela aliança, esse risco não existe”, disse Jorge. Segundo Agripino, Maia agiu em “legítima defesa” diante do lançamento de Eduardo Paes (PSDB) ao governo do Rio.

O principal motivo da crise entre as duas siglas é a resistência de tucanos em apoiar algumas candidaturas do PFL.

“Prefiro cicuta a fechar uma aliança com os Sarney”, disse o presidente do PSDB do Maranhão, Sebastião Madeira.

Pressionado a desistir da candidatura ao governo do Amazonas em favor do PFL, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, foi mais duro: “Não se pode pedir rendição para pessoas que têm tradição de combate entre si. Isso seria suicídio”.

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo descartou a possibilidade de apoiar o candidato do PFL, Demóstenes Torres, a sua sucessão.

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