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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Aécio diz que é alvo de “declarações criminosas” de delator da Lava Jato

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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou hoje (4), por meio de nota, que vai interpelar judicialmente o empresário Fernando Moura Hourneaux, investigado na Operação Lava Jato, sobre a citação de seu nome no depoimento prestado ontem (3) ao juiz federal Sérgio Moro. O parlamentar disse que está indignado com "reiteradas tentativas" de envolver seu partido nas investigações da operação.

Na nota, Aécio Neves acrescentou que é alvo de "declarações criminosas", feitas por "réus confessos", que fazem acusações sem provas. O senador disse ainda que vai interpelar Dimas Toledo para que ele, mesmo já tendo desmentido os fatos, se manifeste mais uma vez.

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"É preciso que se investigue a fundo para que sejam reveladas as verdadeiras motivações das falsas acusações. A tentativa de afundar todos no mar de lama no qual hoje estão atolados os principais dirigentes do PT é parte de uma estratégia que busca unicamente diminuir aos olhos dos brasileiros a enorme dimensão dos graves crimes cometidos pelo partido e seus aliados", declarou Aécio.

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No depoimento, Moura, que é um dos delatores da Lava Jato, informou que ouviu de terceiros que Aécio Neves foi responsável pela indicação do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo. De acordo com Moura, Dimas afirmou que a divisão de propina na estatal era de "um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio". Segundo ele, "um terço São Paulo" significava grupo político de Dirceu  e "um terço nacional" o PT nacional.

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Fernando Moura

O empresário prestou depoimento ontem na ação penal que responde, junto com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e 14 investigados,  pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

No depoimento, o delator afirmou que recebeu propina por ter ajudado na indicação do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Ele também reafirmou que Dirceu deu a palavra final sobre a indicação de Duque para o cargo.

José Dirceu

Na semana passada, o ex-ministro José Dirceu prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro e negou que tenha indicado Renato Duque para a diretoria da Petrobras.

Dirceu destacou que teve seu nome usado na Petrobras e que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome. O PT sustenta que todas as doações recebidas pelo partido foram feitas por meios legais e declaradas oficialmente.

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