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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Abin não grampeou mato-grossense Mendes do STF, diz general

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O chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, negou, em depoimento à CPI das Escutas Telefônicas, que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), “como instituição”, tenha grampeado o telefone do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes.

“Não, certamente (a Abin) não (fez interceptações no telefone do presidente do STF). A Abin, como instituição, não fez e não faz essas coisas”, afirmou. Segundo Félix, a Abin não tem poderes para realizar escutas telefônicas, deixando sempre essa tarefa para a Polícia Federal.

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“O trabalho sai da Abin e passa para a Polícia Federal. Se nós detectamos a probabilidade de atividade criminosa, repassamos imediatamente à Polícia Federal porque é sua atribuição fazer esse trabalho, e não mais a Abin”, afirmou.

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De acordo com reportagem da revista Veja, a Abin teria gravado conversa telefônica do ministro Gilmar Mendes com o senador Demóstenes Torres. A reportagem traz a transcrição do diálogo e diz que teve acesso aos documentos por meio de um servidor da agência, que pediu anonimato.

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O diálogo telefônico de pouco mais de dois minutos entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) teria ocorrido no fim da tarde do último dia 15 de julho. A revista diz que, mesmo sem ter relevância temática, o diálogo prova a ilegalidade da espionagem.

No telefonema, Demóstenes pede ajuda a Gilmar contra a decisão de um juiz de Roraima que teria impedido o depoimento de uma importante testemunha na CPI da Pedofilia, da qual é relator. Mendes agradece a Demóstenes por ter criticado, na tribuna do Senado, o pedido de impeachment do presidente do STF feito por um grupo de promotores descontentes com o habeas-corpus concedido ao banqueiro Daniel Dantas. Na época, a Polícia Federal acabara de concluir a Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro duas vezes. A assessoria de Mendes confirma a conversa com o senador.

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