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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

Abrir processo de cassação contra Emanuel é obrigação moral para a Câmara

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A base de Emanuel na Câmara ruiu depois da segunda decisão de afastamento do prefeito: há aqueles poucos reeleitos, dos quais muitos estão implicados na delação do ex-secretário Huark que fundamenta os afastamentos e o nosso pedido; e há aqueles “novos” vereadores, até aqui coniventes e que provavelmente também indicam X cabos eleitorais para cargos na Prefeitura.

Estes vão avaliar se vale a pena enterrar suas carreiras políticas defendendo um prefeito duas vezes afastado e que é manchete negativa nacional desde o escândalo do paletó. E se ele não retornar ao cargo? Pois parece que não vai. Creio que Diego, Paccola, Michelly e Dilemário vão trabalhar no convencimento deles; espero que eles não ouçam só quem lhes promete cargos.

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Acredito que teremos os votos necessários não só porque sou otimista: aqueles cuja política é a da troca de lealdade por cargos para seus cabos eleitorais não tem lealdade ao corrupto, mas sim aos próprios interesses – e quem nomeia e demite a partir de agora é o vice Stopa. A partir de agora, e por 3 meses – mas podem ser os 3 anos. E a sociedade precisa conhecer o porque.

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Protocolei um pedido ao presidente Juca para que sejam lidas em plenários ambas as decisões – a do desembargador Luiz Ferreira, e a do juiz Bruno – para conhecimento da sociedade e para constranger quem decidir arruinar sua reputação votando contra abrir a comissão para cassar o mandato de Emanuel; que o Juca leia para o povo saber, e que não hajam mais manobras.

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Após tantas operações, afastamentos e prisões, Ministério Público e Judiciário interviram pois as investigações comprovam que os vereadores deixaram de representar o povo cuiabano em troca de cargos e bonificações para seus cabos eleitorais. Mais do que coniventes: cúmplices e beneficiários! Nesse contexto, votar e aprovar o pedido é uma obrigação moral para a Câmara.

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