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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Visita do papa mobiliza mais de 22 mil militares e agentes de segurança

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Esquema de proteção e de segurança foi montado pelo governo federal para os dias de permanência do papa Francisco no Brasil. O papa chega na segunda-feira (22) e permanece até domingo (28). No período, participam da segurança 12.259 militares das três Forças e 10 mil agentes. São esperados 800 mil turistas no Rio e público de 2 milhões nos eventos com a presença do pontífice.

De acordo com o diretor de operações da Secretaria Especial de Grandes Eventos do Ministério da Justiça, José Monteiro, entre os 10 mil agentes da segurança pública, a maioria é PM. Também há agentes da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal, da Polícia Civil, da Força Nacional, da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal. Por questões de segurança, o efetivo preciso de cada corporação não pode ser informado.

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Sob coordenação do Ministério da Justiça, os agentes ficam responsáveis principalmente pela segurança dos quatro eventos na Praia de Copacabana, na próxima semana, incluindo a Via Crucis. "Os agentes cuidam a segurança do papa, dos milhares de peregrinos e de cariocas que participarão da jornada", disse Monteiro.

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Das Forças Armadas, 700 militares da Aeronáutica, 2,5 mil da Marinha, 7 mil do Exército estão de prontidão. O Exército atuará com poder de polícia, graças a um decreto presidencial, em Guaratiba, na zona oeste, no Campus Fidei, onde o papa fará sua última aparição pública no Brasil. Lá são esperadas 1,5 milhão de pessoas. Já na visita a Aparecida do Norte (SP), 2.059 homens da três Forças participam das ações de defesa na cidade e na proteção do papa.

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Os militares também ficam responsáveis por proteger 18 infraestruturas estratégicas no Rio, como usinas nucleares estradas e pontos de captação de água, telecomunicações, além do patrulhamento aéreo e marítimo, em volta do Rio. Ao todo, serão utilizados dois aviões, oito helicópteros e dois veículos aéreos não tripulados (Vants). Três aviões estarão de prontidão.

Para complementar as ações integradas dos ministérios da Defesa e da Justiça, a Agência de Brasileira de Inteligência (Abin) monitora riscos e ameaças que possam colocar em perigo a segurança do papa e da população. Estão entre esses fatores há os incidentes de trânsito, o crime organizado, organizações terroristas, movimentos reivindicatórios e grupos de pressão.

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