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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Uma das agulhas é retirada da bebê vítima de suposto ritual religioso em MT

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Em uma nova cirurgia realizada na bebê de apenas 3 meses, que teve quatro agulhas introduzidas no corpo em um suposto ritual de magia negra, os médicos conseguiram retirar a primeira agulha, que estava localizada na orelha. De acordo com o boletim médico, a menina foi transferida para o Hospital Regional de Rondonópolis e o estado de saúde dela é considerado estável, respira sem a necessidade de aparelhos, se alimenta via oral e tem mobilidade nos membros.

Ela está sendo acompanhada por neurocirurgião e otorrinolaringologista, sem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. A menina passou por cirurgia, no final da semana passada, na Santa Casa de Misericórdia do município.

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O objetivo era retirar uma das quatro agulhas que ela tem no corpo, uma delas na região do abdômen. Mas a cirurgia não teve sucesso e o objeto continua alojado no corpo. A primeira cirurgia ocorreu no dia 12 de dezembro, quando a criança passou por atendimento em unidade hospitalar na cidade de São Pedro da Cipa e em seguida encaminhada ao Hospital Regional de Rondonópolis.

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A segunda cirurgia, feita pela equipe pediátrica da Santa Casa, no dia 20 de dezembro. Mas devido a hemorragia apresentada não foi possível a retirada das três agulhas introduzidas no cérebro também.

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A violência praticada contra a criança chocou a comunidade de São Pedro da Cipa e chegou ao conhecimento na noite do domingo 12 de dezembro, quando a mãe da criança, uma adolescente de 17 anos, e a mãe dela procuraram o hospital da cidade com o bebê com quadro febril e choro intenso.

A equipe médica suspeitou de violência ao verificar hematomas na cabeça da menina. O conselho tutelar foi acionado e a polícia. Depois de transferida para o hospital foi diagnosticada a presença das agulhas no corpo.

Dois dias depois os pais da menina e outros três envolvidos no suposto ritual tiveram as prisões decretadas pela Justiça e foram presos pela Polícia Civil. A mãe está internada em unidade socioeducativa. O pai, 28 anos, é acusado de receber R$ 250 para permitir que a filha tivesse as agulhas introduzidas no corpo.

Já uma mulher de 42 anos é a acusada de comandar o ritual. A filha dela e o genro também foram presos acusados de terem participado do ritual.

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