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domingo, 8 de novembro de 2026
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Tribunal mantém júri para homem acusado de envolvimento na morte de PM no Nortão

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Os desembargadores da Segunda Câmara Criminal negaram o recurso da defesa do acusado de envolvimento no homicídio do policial militar Moshe Dayan Simão Kaveski, 28 anos. A vítima foi morta a tiros, no quintal de casa, no distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo (197 quilômetros de Sinop). O crime aconteceu no final de 2017.

Após a Justiça de Peixoto decidir que o réu deveria ir a júri, ele recorreu alegando que a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) “foi baseada em interpretação equivocada dos elementos informativos constantes do inquérito policial, haja vista que não há nenhum indício mínimo que o aponte como um dos autores do evento criminoso, motivo pelo qual deve ser impronunciado”.

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Para os desembargadores do Tribunal de Justiça, no entanto, “não há como acolher, nesta fase processual, a tese deduzida pelo recorrente, pois, apesar de sustentar a negativa de autoria, a sua versão é afastada pelos elementos de informação constantes no feito, não ficando comprovado de forma indene de dúvidas que não participou da ação delitiva”. Eles mantiveram a sentença de pronúncia inalterada e, desta forma, o réu irá a julgamento popular por homicídio qualificado, cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, e fraude processual.

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Conforme Só Notícias já informou, em julho deste ano, Deise Ribeiro de Oliveira, de 25 anos, foi condenada a 14 anos de prisão em regime inicial fechado pelo crime. Ela cumpre pena na cadeia feminina de Colíder.

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Deise foi presa em flagrante pela morte de Kaveski, que era marido dela. De acordo com o boletim de ocorrência, registrado na época, os disparos foram feitos com uma pistola calibre 380, atingiram a cabeça e o abdômen do policial que acabou falecendo ainda no local. Devido às contradições apresentadas, a mulher foi detida logo após o crime.

Em sua versão inicial, ela contou para a polícia que ambos tinham sido abordados por uma pessoa “baixa, gorda e vestindo roupas escuras”. Depois, afirmou que eram duas pessoas e que teriam roubado os aparelhos celulares dela e do marido. No entanto, o aparelho foi encontrado próximo ao muro da residência.

O segundo acusado, segundo a Polícia Civil, tinha um relacionamento com a mulher de Kaveski. Em razão de ele ter entrado com recurso, a Justiça adiou o júri.

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