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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Tribunal de Justiça declara ilegal paralisação dos médicos em Cuiabá

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A desembargadora do Tribunal de Justiça, Serly Marcondes, concedeu liminar, esta madrugada, determinando que os médicos não paralisem as atividades em Cuiabá. A liminar já foi entregue ao Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) pelo oficial de justiça e a decisão deve ser cumprida imediatamente.

Na decisão, a magistrada declara a ilegalidade da paralisação uma vez que o município vem realizando os pagamentos de horas extras aos profissionais, ao contrário do que argumenta o Sindimed.

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Este ano, a prefeitura realizou o pagamento de R$ 3 milhões em horas extras aos médicos. “Por mês, cerca de 180 médicos recebem horas extras. O que o sindicato relatou é que de um universo de 700 profissionais, 36 ficaram sem receber ao longo do ano. O Município constatou que destes, nove comprovaram ter realizado plantões e os pagamentos das horas extras já estão sendo realizados. Os demais não tinham direito”, assegurou o procurador-geral do município, Rogério Gallo.

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Ele explicou que em casos de troca de plantão entre colegas, alguns médicos não relatam a mudança aos superiores e não batem o ponto eletrônico, sendo considerada a falta do profissional naquela ocasião.

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“A desembargadora entendeu que as paralisações são abusivas, e que o movimento grevista é desproporcional, já que o universo de profissionais que não receberam horas extras, tendo direito a elas, é muito pequeno diante do total, apenas 1%. Principalmente, por se tratar de um problema administrativo causado pelo próprio médico que não bateu o ponto”.

Conforme Só Notícias já informou, os médicos da rede pública marcaram para hoje um protesto, na capital, contra a prefeitura e apontando que está havendo redução nos salários dos profissionais que atendem nas unidades de urgência e emergência: Pronto Socorro, UPA e Policlínicas através do não pagamento sistemático de horas extras devidamente trabalhadas.

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