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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Trabalhadores dos Correios entram em greve em Mato Grosso e reduzem atendimentos

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O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios de Mato Grosso (Sintect) confirmou, há pouco, ao Só Notícias, que a categoria entrou em greve cobrando “manutenção do acordo salarial, realização de concurso público e contra a privatização da empresa”. O diretor do sindicato, Alexandre Aragão expôs que esse é o último recurso para garantir o direito dos trabalhadores. Apenas 30% do efetivo está sendo mantido nas unidades. Sobre os cortes previstos, o Sintect disse que estão inclusos o adicional de férias, o tíquete alimentação, redução da licença maternidade que é de 180 dias (seis meses), passaria para 120 (quatro meses), redução no adicional noturno de 60% para 20%, pagamento de multas dos funcionários e o vale-cultura e a indenização por morte ou invalidez.

Ainda segundo o sindicato, os cortes vão atingir também direitos definidos nas cláusulas que tratam do assédio sexual e moral dentro da empresa, da promoção da equidade racial e enfrentamento ao racismo, valorização da diversidade humana e respeito às diferenças, enfrentamento à violência à mulher, da comissão interna de prevenção de acidente (CIPA), as horas extras e auxílio para dependentes com deficiência.

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“A diretoria dos Correios quer eliminar 70 das 79 cláusulas do acordo, ainda em vigência, assinado com intermediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) no Dissídio Coletivo instaurado a pedido da própria empresa em 2019. O único objeto dos Correios é acabar com direitos conquistados ao longo dos anos, com uma canetada, a empresa não admite que os trabalhadores tenham direito”, apontou o diretor Alexandre Aragão.

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De ainda de acordo com Aragão, com a retirada das cláusulas os funcionários receberão apenas o salário-base de R$ 1,7 mil. “Os trabalhadores não têm privilégio, eles têm direitos conquistados com muita luta, suor e sangue. A luta é “pela vida, por direitos e emprego”.

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Outro lado
Em nota, a assessoria dos Correios informou que a paralisação parcial dos empregados não afeta os serviços de atendimento da estatal. Levantamento parcial, realizado na terça-feira, mostrou que 83% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente. A empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas.

Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia. Conforme amplamente divulgado, a diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

Diversas comunicações inverídicas e descontextualizadas foram veiculadas, com o intuito apenas de provocar confusão nos empregados acerca dos termos da proposta. À empresa, coube trazer as reais informações ao seu efetivo: nenhum direito foi retirado, apenas foram adequados os benefícios que extrapolavam a CLT e outras legislações, de modo a alinhar a estatal ao que é praticado no mercado.

Os trabalhadores continuam tendo acesso ao benefício do Auxílio-creche, para dependentes com até 5 anos de idade. Os tíquetes refeição e alimentação também continuam sendo pagos, conforme previsto na legislação que rege o tema, sendo as quantidades adequadas aos dias úteis no mês, de acordo com a jornada de cada empregado: 22 tíquetes para quem trabalha de segunda a sexta-feira e 26 tíquetes para os empregados que trabalham inclusive aos sábados ou domingos.

A secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.

Um movimento paredista agrava ainda mais a debilitada situação econômica da estatal. Diante deste cenário, a instituição confia no compromisso e responsabilidade de seus empregados com a sociedade e com o país, para trazer o mínimo de prejuízo possível para a população, especialmente neste momento de pandemia, em que a atuação dos Correios é ainda mais essencial para o Brasil.

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