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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Tese sobre formação de professores indígenas na UFMT vence prêmio nacional

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A tese de doutorado da pesquisadora Amanda Pereira da Silva Azinari, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), de Cuiabá, venceu o Prêmio CAPES de Tese na área de Educação, que é concedida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e reconhece anualmente as melhores teses de doutorado defendidas no país em cada uma das 50 áreas de avaliação. O trabalho investigou a formação de professores indígenas no Brasil e no México, com foco em narrativas, saberes originários e práticas contracoloniais.

Intitulada “Entre Águas, Peneiras e Baquaras: Saberes Docentes Interculturais e Contracoloniais em Licenciaturas Indígenas na FAINDI/UNEMAT, Brasil e na UPN, México”, a pesquisa foi orientada pela professora Dra. Filomena Maria de Arruda Monteiro, da UFMT, e coorientada pelo professor Dr. José Antonio Serrano Castañeda, da Universidade Pedagógica Nacional (UPN), no México.

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A investigação analisou narrativas de professores formadores de cursos de formação docente da Faculdade Indígena Intercultural, em Mato Grosso, e da UPN, no México. O estudo articulou memórias, práticas formativas e saberes tradicionais, chamados de “baquaras”, para compreender experiências contracoloniais de valorização dos conhecimentos dos povos originários.

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Para a orientadora Filomena Maria de Arruda Monteiro, o trabalho evidencia a importância de considerar as trajetórias de vida e de docência na formação de professores. “A formação docente se enriquece profundamente quando acolhemos as narrativas de vida e de docência dos próprios sujeitos”, afirma a professora. Segundo ela, a pesquisa demonstra como universidade e escola básica podem se transformar ao reconhecer as epistemologias indígenas como fontes legítimas de conhecimento.

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O reconhecimento da tese também se relaciona às atividades de extensão desenvolvidas na UFMT. Amanda Azinari integra o Programa de Educação Tutorial (PET Indígena) e coordena o projeto “Letramentos Indígenas: circulando saberes na educação básica e superior”, sediado no Instituto de Educação da universidade.

A iniciativa promove rodas de conversa, formação para a escrita acadêmica e incentivo à produção científica entre estudantes indígenas de diferentes povos e estados, incluindo Mato Grosso, Amazonas e Acre. O projeto também atua junto a redes escolares e comunidades tradicionais, como a Terra Indígena Apiaká-Kayabi, em Juara, contribuindo para a implementação da Lei nº 11.645/2008, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura indígena nas escolas.

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