Ambiente de testes · não indexado pelos buscadores
sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Publicidade
E-01 · 1190 × 250E-01 · 336 × 100Super banner topo
Home › Geral
Geral

STJ nega mais um habeas corpus e mantém internação de jovem que matou Isabele em Cuiabá

Compartilhe Facebook X Texto

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) negou mais um habeas corpus da defesa da menor que matou, com um tiro na cabeça, a adolescente de 14 anos Isabele Guimarães Ramos, em julho de 2020. A decisão foi assinada pelo ministro Antonio Saldanha Palheiro, na terça-feira (14), mas só foi publicada hoje.

Conforme a defesa, por mais que o desembargador Juvenal Pereira da Silva tenha determinado que a menor continue cumprindo a medida socioeducativa na ala feminina do Complexo Pomeri, ela ainda tem o direito recorrer da decisão.

Publicidade
E-02 · 300 × 420

“Ainda que a autoridade coatora detenha a prerrogativa de recusar a suspeição contra si arguida, tratando-se a paciente de menor inimputável, não se pode considerar legítima a opção tomada pelo excepto (autoridade coatora) no sentido de sobrepor o seu desejo em prolatar voto no Recurso de Apelação interposto pela paciente contra a sentença condenatória em detrimento do direito fundamental que deveria ser assegurado à paciente consistente em obter acesso à justiça”, argumentou a defesa.

Publicidade
E-03 · 600 × 100E-03 · 300 × 100
Leia tambémConta de água fica 2,76% mais cara em município do Nortão  

A defesa ainda aponta que a justiça mato-grossense age de “má-vontade” contra a menor. “No caso presente, em razão da animosidade que a autoridade coatora nutre pela causa, pela paciente, por seus genitores, bem como pelo advogado no exercício do direito de defesa, o desembargador Juvenal Pereira da Silva, ora acoimado de autoridade coatora, tem se valido da pendência de julgamento da exceção de suspeição para perpetuar no tempo a internação da paciente ainda que esta se revele flagrantemente ilegal”, disse.

Publicidade
E-05 · 300 × 250E-05 · 300 × 250

Por sua vez, o ministro entendeu que não há ilegalidade na decisão, uma vez que é necessário uma análise mais aprofundada dos elementos nos autos para aferir a existência de constrangimento ilegal, o que só é possível após a devida instrução do feito.

Isabele foi morta com um tiro no rosto, quando estava na casa da melhor amiga, uma adolescente de também 14 anos na época do crime. A amiga alegou que o disparo que matou Isabele foi acidental, no entanto, o inquérito da Polícia Civil concluiu que o homicídio foi doloso, ou seja, com intenção de matar.

A investigação durou 50 dias e autuou 4 pessoas, além da adolescente, que chegou a ser denunciada pelo Ministério Público Estadual (MPE), foi internada e passou menos de 16 horas no Pomeri, mas conseguiu liberdade. Posteriormente, foi aplicada medida socioeducativa de internação.

O Ministério Público também denunciou o empresário Marcelo Martins Cestari e a esposa Gaby Martins Cestari, pais da adolescente que matou Isabele, pelos crimes de homicídio culposo, corrupção de menor, porte ilegal de arma, fraude processual e por entregar arma para menor de idade. Caso condenados, eles podem pegar mais de 15 anos de prisão.

Publicidade
E-04 · 600 × 100E-04 · 300 × 100

Mais sobre Geral

Ver tudo →
Publicidade
E-06 · 300 × 250
Publicidade
E-08 · 970 × 250E-08 · 300 × 250Billboard antes do rodapé